INCLUSÃO EDUCACIONAL DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29205Palavras-chave:
Educação Profissional. Ensino Médio Técnico Integrado. Inclusão Educacional. Institutos Federais. TEA.Resumo
Este artigo apresenta uma revisão sistemática com o objetivo de conhecer como a literatura científica tem tratado o processo de inclusão educacional de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EPT), especialmente nos cursos de Ensino Médio Técnico Integrado oferecidos por Institutos Federais (IFs) no Brasil. A pesquisa fundamenta-se nos princípios da abordagem qualitativa, com caráter exploratório, e foi conduzida conforme o protocolo PRISMA 2020. Foram analisados oito artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis em acesso aberto, revisados por pares e que tratam diretamente da inclusão de estudantes com TEA na EPT. Os dados coletados revelam que, apesar dos avanços normativos e da existência de estruturas como os Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNEs), ainda há entraves significativos à efetivação da inclusão, como a insuficiência na formação docente, a fragilidade na adaptação curricular e a precariedade das práticas pedagógicas inclusivas. As iniciativas de sucesso, embora relevantes, são pontuais e carecem de articulação institucional. Conclui-se que é necessário fortalecer políticas públicas inclusivas, investir na formação continuada dos profissionais da educação e fomentar práticas pedagógicas centradas nas especificidades dos estudantes autistas, para que a inclusão se consolide de forma equitativa, democrática e transformadora no âmbito da EPT.
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