ASSOCIAÇÃO ENTRE DISRUPTORES ENDÓCRINOS AMBIENTAIS E A PUBERDADE PRECOCE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29191Palavras-chave:
Disruptores Endócrinos. Puberdade Precoce. Desenvolvimento Puberal. Exposição Ambiental.Resumo
Esse artigo buscou analisar as evidências científicas disponíveis acerca da associação entre a exposição aos disruptores endócrinos ambientais e o desenvolvimento puberal em crianças e adolescentes. A metodologia empregada consistiu em uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme o protocolo PRISMA 2020, com buscas nas bases de dados PubMed e BVS abrangendo estudos publicados entre 2021 e 2026. Ao final do processo de seleção, foram incluídos 20 artigos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Os principais resultados encontrados demonstram uma associação positiva entre a exposição pré-natal e pós-natal ao bisfenol A (BPA), ftalatos, substâncias per- e polifluoroalquiladas (PFAS) e poluentes atmosféricos (PM2.5) com a ocorrência de telarca precoce e puberdade precoce central, especialmente no sexo feminino. Os mecanismos fisiopatológicos identificados envolvem mimetismo hormonal, modulação epigenética e a participação do eixo intestino-cérebro via disbiose microbiana. Verificou-se que o efeito sinérgico de misturas químicas em doses baixas potencializa a ativação precoce do eixo reprodutivo. Ao final, as conclusões reforçam que a natureza ubíqua desses contaminantes exige estratégias preventivas de vigilância ambiental e redução do expossoma infantil, destacando-se a necessidade de mais estudos longitudinais e em populações latino-americanas.
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