O IMPACTO DO RACISMO NA SAÚDE MENTAL DA POPULAÇÃO NEGRA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29014Palavras-chave:
Racismo. Saúde mental. População negra.Resumo
Introdução: Historicamente, a população negra no Brasil tem sido submetida a processos de subalternidade, invisibilidade e exclusão social. Essa realidade reflete-se no acesso restrito às políticas públicas e na predominância em postos de trabalho insalubres, resultando em maior exposição desproporcional à pobreza, à violência e a elevados índices de mortalidade. Objetivo: Analisar os impactos do racismo na saúde mental da população negra. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativo e exploratório. O acesso às bases de dados ocorreu entre os meses de março e abril de 2026. Para a busca de artigos foram utilizadas as bases de dados: BVS, LILACS e SciELO. Foram incluídos artigos publicados na íntegra, nos idioma português inglês e espanhol, publicado entre 2021 e 2026. Foram selecionados 10 artigos para compor o estudo. Resultados: Dos 10 artigos analisados, todos identificaram o racismo como um determinante social com impacto negativo na saúde mental da população negra. A maior parte dos estudos destacou o racismo institucional como barreira ao acesso e à qualidade da assistência em saúde mental, bem como a invisibilização do sofrimento psíquico, manifestado por ansiedade, depressão, estresse e baixa autoestima. Além disso, diversos estudos enfatizaram a necessidade de formação antirracista dos profissionais e da implementação de políticas públicas voltadas à equidade racial. Conclusão: Conclui-se que o racismo, especialmente em sua dimensão estrutural e institucional, constitui um importante determinante do sofrimento psíquico da população negra, reforçando a necessidade de políticas públicas, qualificação dos profissionais de saúde e implementação de práticas assistenciais antirracistas voltadas à promoção da equidade em saúde.
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