AFETIVIDADE NO TERRITÓRIO QUILOMBOLA: SÍNTESE DAS IMPLICAÇÕES PSICOSSOCIAIS NAS RELAÇÕES HUMANO-AMBIENTAIS EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA DO CEARÁ A PARTIR DOS MAPAS AFETIVOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24519Palavras-chave:
Quilombolas. Territory. Mental Health. Affectivity. Place Attachment.Resumo
A relação histórica da população quilombola com o território é atravessada por processos contínuos de resistência e envolve múltiplas dimensões, entre elas a saúde. No Brasil, a saúde da população negra ainda é contemplada por poucas políticas e programas, que, quando existentes, tendem a priorizar aspectos físicos, relegando a saúde mental a um lugar secundário. Considerando o território como um importante determinante social da saúde da população quilombola, inclusive no que se refere ao bem-estar psicossocial, e diante da importância de produções científicas que articulem território e saúde mental, esta pesquisa teve como objetivo compreender de que forma o território implica na saúde mental de uma população quilombola do município de Horizonte, Ceará, a partir da categoria da afetividade. Para isso, foram mobilizados referenciais teóricos da Afetividade, da Psicologia Social e da Psicologia Ambiental de vertente transicionalista. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou o Instrumento Gerador de Mapas Afetivos como estratégia metodológica. Os resultados indicam que o território exerce forte influência sobre a saúde mental da população quilombola de Alto Alegre, revelando subjetividades complexas, atravessadas por conflitos, estratégias de resistência, vínculos comunitários e disputas territoriais, que simultaneamente afetam e são afetadas pelo contexto sociopolítico vivido pela comunidade.
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