QUEM PENSA QUANDO A IA PENSA? A EROSÃO DO CONHECIMENTO REAL ENTRE UNIVERSITÁRIOS NO USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28727Palavras-chave:
Inteligência Artificial. Erosão Epistêmica. Pensamento Crítico.Resumo
Esse artigo buscou investigar de que modo o uso intensivo da inteligência artificial generativa por estudantes universitários se relaciona com a erosão do conhecimento real, isto é, o esvaziamento progressivo das competências cognitivas que o ensino superior pretende formar. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica de natureza qualitativa e exploratória, com levantamento de estudos empíricos publicados entre 2021 e 2026 em bases científicas, privilegiando pesquisas com mensuração neural, comportamental e de desempenho acadêmico. Os resultados convergem para um padrão consistente: a adoção da inteligência artificial entre universitários ultrapassa 90% em alguns países e 70% no Brasil, ao passo que estudos de eletroencefalografia, levantamentos de larga escala e análises de desempenho associam o uso dependente da ferramenta à redução da conectividade neural, ao descarregamento cognitivo e à queda em indicadores de pensamento crítico e de rendimento. Conclui-se que o problema não reside na ferramenta, mas no modo de uso: a inteligência artificial empregada como substituta do esforço cognitivo, e não como apoio, converte-se em vetor de erosão epistêmica, o que exige redesenho avaliativo e formação em literacia crítica.
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