PSICOLOGIA SOCIAL E COLETIVA NO ROMPIMENTO COM A COLONIALIDADE DO SABER: UM ESTUDO A PARTIR DA PSICOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28724Palavras-chave:
Colonialidade do saber. Psicologia da Libertação. Psicologia Social. Contexto latino-americano.Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão crítica acerca da colonialidade do saber na construção da Psicologia enquanto ciência e profissão no contexto brasileiro, evidenciando a influência de modelos eurocêntricos na formação e prática psicológica, bem como seus impactos na produção de conhecimento e do saber científico. A partir disso, a introdução contextualiza historicamente a constituição da Psicologia no Brasil, destacando sua herança epistemológica e a necessidade de construção de um saber situado nas especificidades latino-americanas. No que tange à metodologia, o texto opera uma revisão bibliográfica baseada na análise de artigos científicos e obras publicadas no contexto latino-americano, considerando critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. O desenvolvimento do trabalho está subdividido em três principais tópicos e (1) aborda o processo de chegada do pensamento de colonialidade do saber no território latino-americano (2) considera o papel da psicologia e da saúde coletiva no rompimento com o reducionismo técnico-científico dentro do campo da psicologia social latina; e (3) segue, a posteriori, com a análise do fenômeno colonial através da Psicologia da Libertação de Martín-Baró. Concluir-se-á a forte presença do colonialismo de saberes psicológicos, que hão de reforçar as práticas e produções científicas enredadas nas práticas e contextos históricos próprios do contexto latino.
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