VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E SUAS CONSEQUÊNCIA NO PÓS-PARTO SOB À ÓTICA DO ENFERMEIRO OBSTETRA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v3i01.28328Palavras-chave:
Humanização. Violência obstétrica. AcolhimentoResumo
Introdução: A violência obstétrica manifesta-se por meio de práticas desumanizadas, intervenções desnecessárias e desrespeito à autonomia da mulher durante o ciclo gravídico-puerperal, configurando-se como uma grave violação de direitos humanos e um problema de saúde pública. Objetivo: Descrever quais fatores levam a violência obstétrica a ser um agente traumático no pós-parto. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) com os descritores "Humanização", "Violência obstétrica" e "Acolhimento". Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 12 artigos científicos para análise. Análise e discussão dos resultados: Os achados evidenciam que a negligência, a comunicação agressiva, o excesso de medicalização e procedimentos invasivos sem consentimento geram profundos impactos físicos e psicológicos. Essas práticas traumáticas resultam em sentimentos de humilhação e desamparo, predispondo a puérpera ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), ansiedade, depressão e dificuldades no vínculo materno-infantil. Conclusão: O desrespeito e os maus-tratos convertem o nascimento em uma experiência devastadora. Torna-se imperativa a implementação de programas de educação permanente e sensibilização dos profissionais de saúde para garantir uma assistência obstétrica humanizada, segura e pautada na equidade.
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