ENTRE O MITHOS E A LEI: O “SUICÍDIO ORIGINÁRIO” SOB AS LENTES DA PSICOLOGIA CLÍNICA E DO DIREITO FUNDAMENTAL AO TERRITÓRIO PELOS POVOS INDÍGENAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28299

Palavras-chave:

Suicídio Originário. Direito ao Território. Psicologia Clínica. Artigo 231 CF/88.

Resumo

Este artigo analisa as causas psicojurídicas do “suicídio originário” sob a perspectiva indígena, focando na relação entre cultura e território. O objetivo é investigar como a negação dos direitos territoriais do Artigo 231 da Constituição Federal impacta o psiquismo nativo e contribui para o autoextermínio. A pesquisa utilizou o método bibliográfico e dialético, confrontando o saber tradicional (Mithos) com a ciência ocidental (Logos) entre o Direito e a Psicologia Clínica. Os resultados indicam que o território é suporte simbólico da alma coletiva, de modo que a expropriação de terras opera uma demolição subjetiva e o esvaziamento de sentidos vitais. A discussão questiona se a omissão estatal na demarcação — reconhecida judicialmente como ato ilícito — poderia suscitar debates sobre os limites do Artigo 122 do Código Penal, visto que empurra o jovem indígena para um vazio existencial. Conclui-se que o tratamento clínico exige descolonização e territorialização. A demarcação de terras emerge como a medida de profilaxia psicológica mais urgente para assegurar o direito originário de existir conforme tradições ancestrais.

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Biografia do Autor

Pedro Júnior Oliveira do Vale, UFAM

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Advogado e Psicólogo.

Elizabeth Silva de Paula, UFAM

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Pós-Graduada em Direito Público pela Universidade Candido Mendes; Graduada em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Jorge Isper Abrahim Filho, UFAM

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Graduado em Engenharia Civil, Administração, Ciências Econômicas e Direito pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

José Joaquim Zandamela, UFAM

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Licenciado em Direito pelo Instituto Superior de Formação, Investigação e Ciência (ISFIC).

Mario Angeloni Collaguazo Chuquilla, UFAM

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Graduado em Direito pela Universidad Central del Ecuador (UCE); Advogado.

Naira Regina Ribeiro Lima, UFAM

Pós-Graduação em Direito Penal pela Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Amazonas – ESA-OAB AM e Graduação em DIREITO pelo CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE MANAUS e graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência na área de Direito. 

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Publicado

2026-07-01

Como Citar

Vale, P. J. O. do, Paula, E. S. de, Abrahim Filho, J. I., Zandamela, J. J., Chuquilla, M. A. C., & Lima, N. R. R. (2026). ENTRE O MITHOS E A LEI: O “SUICÍDIO ORIGINÁRIO” SOB AS LENTES DA PSICOLOGIA CLÍNICA E DO DIREITO FUNDAMENTAL AO TERRITÓRIO PELOS POVOS INDÍGENAS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–33. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28299