TERRITÓRIO COMO SAÚDE MENTAL E GARANTIA JURÍDICA: DIALÉTICA DA DROGADIÇÃO NAS ALDEIAS SOB A ÓTICA DA PSICOLOGIA E DO DIREITO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28269

Palavras-chave:

Saúde Mental. Garantia Jurídica. Territórios Indígenas. Drogadição.

Resumo

O presente artigo analisa a transição entre o “uso tradicional” e o “uso problemático” de substâncias psicoativas em contextos indígenas sob um prisma multidisciplinar entre a Psicologia e o Direito. O objetivo é demonstrar como a substituição das práticas rituais e míticas pelo consumo contemporâneo é impulsionada pela inoperância estatal no dever constitucional de proteção territorial. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa bibliográfica qualitativa em bases de dados de Psicologia e Direito, estruturada por uma matriz de confronto dialético. Os resultados indicam que o alcoolismo nas aldeias atua como uma ferramenta etnocida de expropriação, vinculando a saúde mental originária à garantia jurídica da demarcação de terras. Conclui-se que o manejo terapêutico deve operar em uma clínica intercultural que valide os saberes ancestrais e assegure o Direito ao tratamento adequado, tratando a integridade territorial como um imperativo de justiça e saúde pública.

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Biografia do Autor

Pedro Júnior Oliveira do Vale, Universidade Federal do Amazonas

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Advogado e Psicólogo.

Elizabeth Silva de Paula, Universidade Federal do Amazonas

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Pós-Graduada em Direito Público pela Universidade Candido Mendes; Graduada em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Jorge Isper Abrahim Filho, Universidade Federal do Amazonas

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Graduado em Engenharia Civil, Administração, Ciências Econômicas e Direito pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

José Joaquim Zandamela, Universidade Federal do Amazonas

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Licenciado em Direito pelo Instituto Superior de Formação, Investigação e Ciência (ISFIC).

Mario Angeloni Collaguazo Chuquilla, Universidade Federal do Amazonas

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Graduado em Direito pela Universidad Central del Ecuador (UCE); Advogado.

Naira Regina Ribeiro Lima, Universidade Federal do Amazonas

Pós-Graduação em Direito Penal pela Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Amazonas – ESA-OAB, AM e Graduação em Direito pelo Centro Universitário Luterano de Manaus e graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas (1999). Tem experiência na área de Direito. 

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Publicado

2026-07-01

Como Citar

Vale, P. J. O. do, Paula, E. S. de, Abrahim Filho, J. I., Zandamela, J. J., Chuquilla, M. A. C., & Lima, N. R. R. (2026). TERRITÓRIO COMO SAÚDE MENTAL E GARANTIA JURÍDICA: DIALÉTICA DA DROGADIÇÃO NAS ALDEIAS SOB A ÓTICA DA PSICOLOGIA E DO DIREITO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(7), 1–28. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28269