DESAFIOS DO ENFERMEIRO NA MANUTENÇÃO HEMODINÂMICA DO POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS EM MORTE ENCEFÁLICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28217Palavras-chave:
Doação de órgãos. Enfermagem. Manutenção hemodinâmica. Transplante.Resumo
Introdução: A morte encefálica é definida como a cessação irreversível das funções cerebrais, sendo reconhecida legalmente como morte no Brasil e constituindo um marco fundamental para o processo de doação de órgãos e tecidos. Nesse contexto, a manutenção hemodinâmica do potencial doador representa um dos principais desafios enfrentados pela equipe de enfermagem, uma vez que alterações fisiológicas decorrentes da morte encefálica podem comprometer a viabilidade dos órgãos para transplantes. Objetivo: Analisar os desafios do enfermeiro na manutenção hemodinâmica do potencial doador de órgãos em morte encefálica, bem como sua atuação no suporte familiar e no processo de doação. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada por meio da análise de produções científicas publicadas entre 2011 e 2025. Análise e discussão dos resultados: Os resultados evidenciam que a instabilidade hemodinâmica, associada a complicações como hipotensão, distúrbios metabólicos e diabetes insipidus, exige monitorização contínua e intervenções rápidas por parte da enfermagem. Além disso, destaca-se a importância da comunicação humanizada com os familiares, fator essencial para a compreensão do diagnóstico e para a autorização da doação. Conclusão: Conclui-se que a atuação do enfermeiro é fundamental tanto na preservação da qualidade dos órgãos quanto no acolhimento familiar, sendo indispensável para a manutenção da viabilidade dos órgãos destinados ao transplante e para o fortalecimento do processo de doação.
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