ANÁLISE COMPARATIVA DE CARDÁPIOS ESCOLARES EM COLÉGIOS PARTICULARES DA FRONTEIRA BRASIL–PARAGUAI
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.28059Palavras-chave:
Alimentação Escolar. Escolas Privadas. Segurança Alimentar e Nutricional. Fronteira Brasil-Paraguai.Resumo
A alimentação escolar constitui fator determinante para o desenvolvimento infantil e para a formação de hábitos alimentares saudáveis. O presente estudo teve como objetivo comparar os cardápios alimentares oferecidos por escolas privadas localizadas em Foz do Iguaçu (Brasil) e Ciudad del Este (Paraguai), analisando suas diferenças nutricionais, culturais e o grau de conformidade com as diretrizes alimentares nacionais vigentes. Trata-se de pesquisa descritiva, transversal, de abordagem quantitativa e qualitativa, com delineamento observacional comparativo. Foram analisados os cardápios semanais de seis instituições privadas, sendo três brasileiras (BR1, BR2 e BR3) e três paraguaias (PY1, PY2 e PY3) referentes à semana letiva de 02 a 06 de março de 2026. A coleta de dados ocorreu por meio de análise documental dos cardápios, fichas técnicas e registros de compra disponibilizados pelas instituições, com posterior comparação às diretrizes alimentares nacionais de cada país. Os resultados evidenciaram que as escolas brasileiras apresentaram maior organização nutricional, com identificação do nutricionista responsável, diversidade de hortaliças e frutas in natura, prioridade por preparações assadas e grelhadas e disponibilização de informações nutricionais detalhadas. As instituições paraguaias destacaram-se pela preservação da identidade cultural, com oferta de preparações típicas como vori vori, soyo e chipa guazú, embora com menor sistematização do controle nutricional, maior frequência de frituras e ausência de identificação do responsável técnico nos documentos analisados. A conformidade nutricional, calculada com base nos critérios estabelecidos pelas diretrizes alimentares nacionais, variou entre 71% e 72% nas escolas brasileiras e entre 34% e 53% nas paraguaias. Conclui-se que as diferenças observadas refletem particularidades dos marcos regulatórios e das práticas institucionais adotadas em cada país, evidenciando oportunidades de aprimoramento das políticas de alimentação escolar e de cooperação regional voltadas à promoção da segurança alimentar e nutricional infantil na região de fronteira.
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