ANÁLISE DOS EVENTOS ADVERSOS RELACIONADOS Á INSERÇÃO DO PICC EM RECÉM-NASCIDOS: REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Laura Guedes Ramos Universidade Federal de Uberlândia
  • Cleria Rodrigues Ferreira Universidade federal de Uberlândia https://orcid.org/0000-0002-7913-9560
  • Antônio José Lana Carvalho Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.27875

Palavras-chave:

Cuidados de Enfermagem. Recém-nascido. Cateterismo periférico. Unidades de Terapia Intensiva Neonatal.

Resumo

Objetivo: Analisar as principais complicações associadas à inserção e ao uso do Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) em recém-nascidos e determinar quais medidas de assistência de enfermagem são necessárias para mitigá-las Métodos: Revisão integrativa da literatura, de natureza exploratória e descritiva, realizada nas bases de dados BVS, SciELO, PubMed, Embase e CINAHL, contemplando artigos completos publicados entre os anos de 2014 e 2024. A amostra final foi composta por 11 artigos. Resultados: As complicações mais frequentes na utilização do PICC incluem o mau posicionamento da ponta do cateter, infecção da corrente sanguínea (CRBSI), obstruções, flebite e infiltração ou extravasamento. Como medidas de mitigação, a literatura destaca a importância da capacitação técnico-científica do enfermeiro, a adesão a bundles de prevenção de infecção e a realização correta da manutenção, como o flushing pulsátil. Adicionalmente, o uso de inovações tecnológicas durante a inserção, como a ultrassonografia (USG) e o eletrocardiograma intracavitário (IC-ECG), somado ao uso de fórmulas antropométricas (peso e estatura) para a mensuração do cateter, demonstraram grande eficácia na redução de iatrogenias e do mau posicionamento primário. Conclusão: O PICC é uma ferramenta intravenosa essencial para a sobrevivência de neonatos criticamente enfermos, contudo, seu uso não é isento de riscos. O emprego de tecnologias avançadas para guiar a inserção, aliado à padronização do cuidado mediante protocolos institucionais e à educação permanente da equipe de enfermagem, são os pilares para assegurar a permeabilidade do dispositivo, reduzir as remoções não eletivas e garantir a segurança do paciente neonatal.

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Biografia do Autor

Laura Guedes Ramos, Universidade Federal de Uberlândia

Graduanda em Bacharelado e Licenciatura em Enfermagem. Universidade Federal de Uberlândia.

Cleria Rodrigues Ferreira, Universidade federal de Uberlândia

Doutora em ciências da saúde pela Universidade federal de Uberlândia. Universidade Federal de Uberlândia / Professora na escola técnica de saúde da UFU. Orientadora.  

Antônio José Lana Carvalho, Universidade Federal de Uberlândia

Doutorando em ciências da saúde pela Universidade Federal de Uberlândia. Coorientador.

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Publicado

2026-08-20

Como Citar

Ramos, L. G., Ferreira, C. R., & Carvalho, A. J. L. (2026). ANÁLISE DOS EVENTOS ADVERSOS RELACIONADOS Á INSERÇÃO DO PICC EM RECÉM-NASCIDOS: REVISÃO INTEGRATIVA . Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–18. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.27875