INTERVENÇÕES OBSTÉTRICAS NO PARTO PREMATURO E SUA ASSOCIAÇÃO COM INTERNAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL: REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.27795Palabras clave:
Parto prematuro, Corticosteroides antenatais, UTI neonatal, Intervenções obstétricas, Desfechos neonataisResumen
Objetivo: analisar as evidências científicas acerca da associação entre intervenções obstétricas no parto prematuro e os desfechos neonatais, com ênfase na necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Método: revisão integrativa da literatura, conduzida com base na estratégia PICO, mediante busca nas bases de dados MEDLINE/PubMed, Embase e CINAHL, com recorte temporal de 2021 a abril de 2026. Foram incluídos estudos primários com diferentes delineamentos — ensaios clínicos, coortes e estudos caso-controle — que abordassem intervenções obstétricas como o uso de corticosteroides antenatais (ACS), tocólise, cesariana e indução do trabalho de parto em gestantes com risco de parto prematuro. Após triagem de 1.554 registros, 11 estudos foram incluídos na amostra final. Resultados: os ACS constituem a intervenção com maior respaldo científico para redução de mortalidade e complicações respiratórias em prematuros, especialmente antes de 34 semanas, sendo o intervalo ideal entre a administração e o nascimento de 12 horas a 14 dias. Em prematuros tardios, os achados foram heterogêneos: alguns estudos apontaram redução nas taxas de internação em UTIN, enquanto outros identificaram aumento, possivelmente explicado pelo viés de indicação. O risco de hipoglicemia neonatal mostrou-se elevado nos partos ocorridos entre 12 e 35 horas após a primeira dose de betametasona. O curso completo de ACS foi superior ao parcial na prevenção de hemorragia intraventricular e leucomalácia periventricular. Não foram encontrados benefícios adicionais no curso de reforço de ACS após ruptura prematura de membranas pré-termo, nem impacto significativo da tocólise acima de 30 semanas sobre os desfechos neonatais. Conclusão: as condutas obstétricas no parto prematuro demandam individualização, considerando idade gestacional, comorbidades maternas e contexto assistencial. A enfermagem ocupa papel estratégico na identificação precoce de riscos e no planejamento das intervenções, contribuindo para melhores desfechos maternos e neonatais.
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