VIABILIDADE DA APLICAÇÃO DO PROTOCOLO ASSISTENCIAL DE BOAS PRÁTICAS DE PARTO E NASCIMENTO NA ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DA ENFERMAGEM
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27621Palavras-chave:
Humanização da assistência. Autonomia da Enfermagem obstétrica. Saúde materno-infantil. Protagonismo da gestante. Indicadores de qualidade obstétrica.Resumo
A assistência ao parto e nascimento passou por importantes transformações nas últimas décadas, especialmente com a implementação de políticas públicas voltadas à humanização do cuidado obstétrico e à adoção de práticas baseadas em evidências científicas. Nesse contexto, o profissional da enfermagem obstétrica exerce papel fundamental na promoção de uma assistência segura, humanizada e centrada na mulher. O presente estudo tem como objetivo avaliar a viabilidade da aplicação do protocolo assistencial de boas práticas de parto e nascimento na atuação do profissional da enfermagem. Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica, de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória, desenvolvida a partir da análise de artigos científicos, diretrizes e documentos oficiais publicados por órgãos nacionais e internacionais, de 1940 a 2026. Os resultados evidenciam que a adoção das boas práticas contribui para a redução de intervenções desnecessárias, melhoria dos indicadores materno-infantis e fortalecimento do protagonismo da mulher durante o processo de parto e nascimento. Entretanto, persistem desafios relacionados à infraestrutura dos serviços, sobrecarga de trabalho, resistência institucional e necessidade de capacitação profissional contínua. Conclui-se que a implementação efetiva das boas práticas depende do fortalecimento das políticas públicas, da qualificação contínua e permanente das equipes multiprofissionais e da valorização e autonomia da enfermagem obstétrica como protagonista do cuidado, elementos estratégicos para a consolidação de um modelo assistencial humanizado e baseado em evidências científicas, promovendo experiências positivas e melhorias nos indicadores de saúde materno-infantil.
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