O DESAMPARO NA METAPSICOLOGIA FREUDIANA: ENTRE A CONDIÇÃO ESTRUTURAL E A DIMENSÃO ECONÔMICA DO PSIQUISMO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27583Palavras-chave:
Desamparo. Constituição do psiquismo. Psicanálise freudiana.Resumo
O presente artigo examina a noção de desamparo (Hilflosigkeit) na obra de Sigmund Freud, investigando suas implicações para a constituição do psiquismo. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de natureza teórico-conceitual, fundamentada na metapsicologia freudiana e em contribuições da releitura lacaniana. A análise tem como eixo principal textos como Projeto para uma Psicologia Científica, Além do Princípio do Prazer, Inibição, Sintoma e Angústia e O Mal-Estar na Civilização, buscando compreender o desamparo não apenas como uma condição biológica inicial, mas como um operador estrutural do funcionamento psíquico. Sustenta-se que o desamparo inaugura a inserção do sujeito no campo da alteridade e da linguagem, reaparecendo ao longo da vida nas experiências de perda, perigo e excesso de excitação que excedem a capacidade de elaboração psíquica. Discute-se ainda a relação entre desamparo, angústia, trauma e simbolização, a partir do jogo do Fort-Da, compreendido como uma tentativa de elaboração psíquica da ausência. Conclui-se que o desamparo ocupa um lugar central na metapsicologia freudiana, operando simultaneamente como condição originária da constituição subjetiva e como limite estrutural do aparelho psíquico.
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