PREVALÊNCIA DE LESÕES ORAIS POTENCIALMENTE MALIGNAS EM AGRICULTORES DE UMA ASSOCIAÇÃO SINDICAL DE CAJAZEIRAS-PB: ESTUDO PILOTO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27384Palavras-chave:
Lesões pré-cancerosas. Odontologia. Saúde da população rural. Boca. Estomatologia.Resumo
Esse artigo buscou investigar a prevalência de DOPMs em agricultores vinculados à Associação Sindical de Cajazeiras-PB. Trata-se de um estudo piloto, quantitativo, observacional, transversal e descritivo-analítico, realizado entre abril e maio de 2026 com 18 participantes maiores de 18 anos de idade. Observou-se predominância do sexo feminino (61,1%), com média de idade de 51,7 anos. A maioria dos participantes relatou exposição solar diária prolongada e uso parcial de medidas de fotoproteção. Foram identificados dois casos sugestivos de queilite actínica, correspondendo à prevalência de 11,1% da amostra, ambos em agricultores do sexo masculino expostos cronicamente à radiação ultravioleta. Embora não tenha sido observada associação estatisticamente significativa entre exposição solar e presença de lesões orais potencialmente malignas (p=0,490), os achados sugerem possível relação entre exposição solar ocupacional e desenvolvimento dessas alterações. Os achados evidenciaram a ocorrência de desordens orais potencialmente malignas, especialmente queilite actínica, em trabalhadores rurais expostos cronicamente à radiação solar. Apesar do reduzido tamanho amostral, o estudo reforça a importância do diagnóstico precoce, da adoção de medidas de fotoproteção e do desenvolvimento de ações preventivas voltadas à população rural exposta à radiação ultravioleta ocupacional.
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