MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA ESCLEROSE MÚLTIPLA: A FADIGA COMO SINTOMA DESAFIADOR E SEU IMPACTO NA QUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27322Palavras-chave:
Esclerose Múltipla. Fadiga. Qualidade de Vida. Doenças Neurológicas.Resumo
A Esclerose Múltipla é uma doença inflamatória crônica do sistema nervoso central, frequentemente associada a sintomas incapacitantes, entre os quais se destaca a fadiga, considerada um dos principais determinantes de redução da qualidade de vida dos pacientes. O presente estudo teve como objetivo analisar a prevalência da fadiga em indivíduos com Esclerose Múltipla, bem como investigar seus principais mecanismos fisiopatológicos e impactos na funcionalidade. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir de buscas nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, com aplicação de critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. Após o processo de triagem e análise, foram incluídos 9 estudos na revisão. Os resultados demonstraram que a prevalência da fadiga variou entre 58,7% e 78,4% dos pacientes, sendo associada a redução da motivação, comprometimento do desempenho físico e cognitivo, além de impacto significativo nas atividades de vida diária. Observou-se, ainda, relação entre maiores níveis de fadiga e maior grau de incapacidade funcional, bem como associação com fatores psicossociais, como depressão e ansiedade. Conclui-se que a fadiga apresenta caráter multifatorial e exerce impacto relevante na funcionalidade e qualidade de vida de pacientes com Esclerose Múltipla. Dessa forma, destaca-se a importância de seu reconhecimento precoce e da adoção de estratégias terapêuticas multidisciplinares para seu manejo adequado.
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