EDUCAÇÃO FÍSICA E AUTISMO, ENTRE DESAFIOS E POSSIBILIDADES: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.26833Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Educação Física, Atividades motorasResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se como uma condição do neurodesenvolvimento marcada por alterações persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. Intervenções precoces e abordagens interdisciplinares mostram-se fundamentais para o desenvolvimento global de crianças e adolescentes com TEA, destacando-se a importância da Educação Física e das práticas corporais adaptadas no desenvolvimento motor, inclusão social e promoção da qualidade de vida. O presente estudo teve como objetivo relatar as experiências e aprendizagens adquiridas durante o Estágio Supervisionado Obrigatório do curso de Bacharelado em Educação Física, desenvolvido em uma clínica especializada no atendimento de crianças e adolescentes com TEA. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, caracterizada como relato de experiência. Durante a vivência, observou-se a importância da integração entre Educação Física e Análise do Comportamento Aplicada (ABA), evidenciando que estratégias comportamentais podem potencializar intervenções motoras mais eficazes. Verificou-se ainda que, embora atividades motoras estivessem inseridas nos protocolos terapêuticos, frequentemente não apresentavam planejamento estruturado, progressão pedagógica ou individualização das práticas. Conclui-se que a atuação do PEF no contexto do TEA exige competências que ultrapassam o ensino tradicional do movimento, demandando formação ampliada e atuação multiprofissional voltada ao desenvolvimento integral de pessoas com TEA.
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