USO DE PSICOTRÓPICOS COMO AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS: IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL E PAPEL DO FARMACÊUTICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26489Palavras-chave:
Uso de medicamentos. Transtornos mentais. Estresse psicológico. Farmacovigilância. Educação em saúde.Resumo
O uso de psicotrópicos tem se ampliado significativamente, acompanhando o aumento dos transtornos mentais, especialmente entre estudantes universitários, grupo exposto a elevados níveis de estresse, ansiedade e sobrecarga acadêmica. Nesse contexto, observa-se o crescimento da automedicação como estratégia de enfrentamento do sofrimento psíquico, configurando um problema de saúde pública. Este estudo teve como objetivo caracterizar a prevalência da automedicação com psicotrópicos entre estudantes universitários, seus fatores associados, impactos na saúde mental e o papel do farmacêutico. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, guiada pela estratégia PICo, realizada nas bases SciELO, PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde e Portal CAPES, considerando estudos publicados entre 2020 e 2025. Após aplicação dos critérios de elegibilidade e do fluxo PRISMA, foram incluídos 15 estudos na análise final. Os resultados evidenciaram elevada prevalência da automedicação, associada principalmente ao estresse acadêmico, ansiedade, sobrecarga de atividades e fácil acesso aos medicamentos, além de práticas como compartilhamento e reutilização de prescrições. Observou-se que os psicotrópicos são utilizados para controle emocional e melhora do desempenho, indicando a medicalização do sofrimento psíquico. Quanto aos impactos, identificaram-se riscos como dependência, efeitos adversos, alterações do sono e prejuízos cognitivos. Conclui-se que a automedicação apresenta alta prevalência, com impactos relevantes na saúde mental, evidenciando a importância do farmacêutico na promoção do uso racional desses medicamentos.
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