A ESPETACULARIZAÇÃO DA CRIMINALIDADE FEMININA: A INFLUÊNCIA DA MÍDIA NOS CASOS SUZANE VON RICHTHOFEN E ELIZE MATSUNAGA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26420Palavras-chave:
Espetacularização. Criminalidade feminina. Mídia. Estereótipos de gênero. Presunção de inocência.Resumo
A presente pesquisa analisa a espetacularização da criminalidade feminina a partir da cobertura midiática dos casos Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, investigando de que forma a mídia contribuiu para a construção da imagem da mulher criminosa perante a sociedade. Fundamentada na criminologia crítica e feminista, a pesquisa examina como estereótipos de gênero como 'mulher fria', 'monstro materno' e femme fatale foram mobilizados pela imprensa para construir narrativas sensacionalistas que ultrapassaram o campo informativo, influenciando a opinião pública e comprometendo garantias constitucionais como a presunção de inocência e o direito à imagem. O estudo adota abordagem qualitativa, com método dialético e dedutivo, utilizando revisão bibliográfica e documental como técnicas de coleta de dados. A análise revela que o tratamento midiático diferenciado entre homens e mulheres autoras de crimes evidencia uma seletividade simbólica e punitiva, na qual a transgressão feminina é duplamente penalizada: juridicamente e socialmente. Conclui-se que a espetacularização midiática serve como mecanismo de controle social patriarcal, reforçando normas de gênero e comprometendo a legitimidade do sistema penal democrático, sendo urgente a formulação de práticas jornalísticas e jurídicas mais equitativas e responsáveis.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY