AGENTE INDÍGENA DE CULTIVO NA SAÚDE INDÍGENA NO SUS: UMA ESTRATÉGIA INTERCULTURAL NA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

Autores

  • Micael Pereira Nobre UFC
  • Mary Anne Medeiros Bandeira UFC

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26363

Palavras-chave:

Saúde indígena. Interculturalidade. Assistência farmacêutica. Fitoterapia. SUS.

Resumo

O presente artigo analisa, sob uma perspectiva crítica, interdisciplinar e decolonial, a inserção do Agente Indígena de Cultivo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na assistência farmacêutica intercultural e na valorização dos saberes tradicionais. Trata-se de um estudo qualitativo, de natureza descritivo-analítica, fundamentado em análise documental e revisão integrativa da literatura recente (2022–2025), com base nos referenciais da saúde coletiva brasileira. A investigação insere-se no contexto do projeto “Interculturalidade e Farmácias Vivas no SUS Ceará”. Os resultados evidenciam que a institucionalização dessa categoria profissional promove a ampliação do acesso a fitoterápicos, fortalece a autonomia comunitária e contribui para a construção de modelos assistenciais culturalmente sensíveis. Observa-se ainda que a estratégia atua como dispositivo de reconfiguração das relações de poder no campo da saúde, ao reconhecer os povos indígenas como sujeitos ativos na produção do cuidado. Conclui-se que a iniciativa representa um avanço estratégico na consolidação da equidade em saúde e na integração entre ciência e tradição no SUS (FIOCRUZ, 2023; BRASIL, 2024; GOMES et al., 2024).

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Biografia do Autor

Micael Pereira Nobre, UFC

Mestre em Gestão em Saúde – UECE, Doutorando em Ciências Farmacêuticas -UFC.

Mary Anne Medeiros Bandeira, UFC

Orientadora: Doutora em Química pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Professora Titular Catedrática – UFC. 

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Publicado

2026-05-12

Como Citar

Nobre, M. P., & Bandeira, M. A. M. (2026). AGENTE INDÍGENA DE CULTIVO NA SAÚDE INDÍGENA NO SUS: UMA ESTRATÉGIA INTERCULTURAL NA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA . Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(5), 1–8. https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26363