AGENTE INDÍGENA DE CULTIVO NA SAÚDE INDÍGENA NO SUS: UMA ESTRATÉGIA INTERCULTURAL NA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26363Palavras-chave:
Saúde indígena. Interculturalidade. Assistência farmacêutica. Fitoterapia. SUS.Resumo
O presente artigo analisa, sob uma perspectiva crítica, interdisciplinar e decolonial, a inserção do Agente Indígena de Cultivo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na assistência farmacêutica intercultural e na valorização dos saberes tradicionais. Trata-se de um estudo qualitativo, de natureza descritivo-analítica, fundamentado em análise documental e revisão integrativa da literatura recente (2022–2025), com base nos referenciais da saúde coletiva brasileira. A investigação insere-se no contexto do projeto “Interculturalidade e Farmácias Vivas no SUS Ceará”. Os resultados evidenciam que a institucionalização dessa categoria profissional promove a ampliação do acesso a fitoterápicos, fortalece a autonomia comunitária e contribui para a construção de modelos assistenciais culturalmente sensíveis. Observa-se ainda que a estratégia atua como dispositivo de reconfiguração das relações de poder no campo da saúde, ao reconhecer os povos indígenas como sujeitos ativos na produção do cuidado. Conclui-se que a iniciativa representa um avanço estratégico na consolidação da equidade em saúde e na integração entre ciência e tradição no SUS (FIOCRUZ, 2023; BRASIL, 2024; GOMES et al., 2024).
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