DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E EVOLUÇÃO DAS TAXAS DE INTERNAÇÃO E ÓBITOS POR FISSURA LABIAL E PALATINA NAS REGIÕES BRASILEIRAS (2015-2024)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26232Palavras-chave:
Epidemiologia. Fissura Labiopalatina. Saúde pública.Resumo
Esse artigo buscou caracterizar o perfil epidemiológico das internações hospitalares e óbitos associados às fendas labiais e palatinas no Brasil, no período de 2015 a 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, descritivo e retrospectivo, baseado na análise de dados secundários extraídos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Os resultados demonstraram um total de 73.082 internações e 70 óbitos no período analisado. Observou-se uma marcante desigualdade regional, com a Região Sudeste concentrando o maior volume de internações e mortes, enquanto a Região Norte apresentou elevada letalidade proporcional. O perfil dos acometidos revelou predominância do sexo masculino e da população branca nas internações, contrastando com a maior mortalidade na população parda. Constatou-se ainda que a letalidade incidiu de forma severa em crianças menores de um ano, evidenciando a extrema vulnerabilidade neste estágio de vida. Conclui-se que as fissuras orofaciais persistem como um desafio para a saúde pública brasileira. As disparidades geográficas e raciais no acesso aos serviços especializados ressaltam a necessidade imperativa de descentralização do atendimento e do fortalecimento de políticas públicas inclusivas, visando mitigar a mortalidade evitável e garantir a equidade na reabilitação.
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