RESISTÊNCIA BACTERIANA HOSPITALAR: PRINCIPAIS PATÓGENOS MULTIRRESISTENTES E ESTRATÉGIAS DE CONTROLE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26231Palavras-chave:
Resistência microbiana. Infecções relacionadas à assistência à saúde. Bactérias multirresistentes. Antimicrobianos. Controle de infecção.Resumo
A resistência microbiana representa um dos principais desafios da saúde pública contemporânea, especialmente no contexto hospitalar, onde o uso frequente de antimicrobianos e a vulnerabilidade dos pacientes favorecem a disseminação de microrganismos multirresistentes. Esse fenômeno ocorre quando bactérias desenvolvem mecanismos capazes de reduzir ou neutralizar a eficácia dos antibióticos utilizados no tratamento de infecções, tornando doenças anteriormente tratáveis cada vez mais difíceis de controlar. Nesse cenário, patógenos do grupo ESKAPE, como Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus resistente à meticilina, destacam-se pela elevada capacidade de adaptação e resistência a múltiplas classes de antimicrobianos. Diante desse cenário assistencial, o presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão da literatura científica, os principais patógenos multirresistentes associados às infecções relacionadas à assistência à saúde, bem como as estratégias mais eficazes para o controle e prevenção da resistência microbiana nesse contexto. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases SciELO, PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde e Portal de Periódicos CAPES, utilizando descritores relacionados à resistência microbiana, infecções hospitalares, bactérias multirresistentes, antimicrobianos e controle de infecção. Foram incluídos estudos publicados entre 2022 e 2025, nos idiomas português e inglês. Após aplicação dos critérios de elegibilidade e triagem conforme as recomendações do protocolo PRISMA, foram selecionados 15 artigos científicos. Os resultados evidenciaram que bactérias do grupo ESKAPE representam os principais agentes associados às infecções multirresistentes no ambiente assistencial. Além disso, o uso indiscriminado de antibióticos e falhas nas medidas de controle de infecção contribuem significativamente para a disseminação desses microrganismos. Conclui-se que estratégias como vigilância microbiológica contínua, programas de gestão do uso de antimicrobianos e capacitação dos profissionais de saúde são fundamentais para reduzir a resistência microbiana e fortalecer a segurança do paciente no contexto hospitalar.
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