VIOLÊNCIA INTERPESSOAL E AUTOPROVOCADA EM IMPERATRIZ, MARANHÃO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA

Autores

  • Phelipe Austríaco-Teixeira UEMASUL
  • Flávia Adriana Moreira Silva Lopes
  • Luciana Oliveira dos Santos UEMASUL
  • Yara Naya Lopes de Andrade UEMASUL
  • Raquel Vilanova Araujo UEMASUL
  • Mayane Cristina Pereira Marques UFMA
  • Wellyson da Cunha Araújo Firmo UEMASUL

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25937

Palavras-chave:

Violência. Saúde Pública. Vigilância Epidemiológica.

Resumo

Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico da violência interpessoal e autoprovocada no município de Imperatriz, Maranhão, no período de 2015 a 2024, bem como discutir suas implicações para a saúde pública. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no qual foram analisadas variáveis sociodemográficas das vítimas e características dos eventos, com cálculo de frequências e análise temporal. Observou-se aumento progressivo das notificações ao longo do período, com predominância de vítimas do sexo feminino, especialmente entre jovens e adultas, além de ocorrência expressiva entre crianças, adolescentes e idosos. A violência física foi a mais frequente, seguida das formas psicológica, sexual e autoprovocada, com predomínio dos episódios no ambiente domiciliar. Identificaram-se ainda incompletudes relevantes nos registros e indícios de subnotificação, sobretudo nos casos de violência autoprovocada. Conclui-se que a violência interpessoal e autoprovocada em Imperatriz se configura como um importante problema de saúde pública, associado a desigualdades sociais e vulnerabilidades estruturais, reforçando a necessidade de qualificação da vigilância epidemiológica e fortalecimento de políticas públicas intersetoriais.

196 178

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Phelipe Austríaco-Teixeira, UEMASUL

    Doutor em Ciências, Docente da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) e da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

  • Flávia Adriana Moreira Silva Lopes

    Enfermeira especialista em Terapia Intensiva, Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL).

  • Luciana Oliveira dos Santos, UEMASUL

    Doutora em Ciências, Docente da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL).

  • Yara Naya Lopes de Andrade, UEMASUL

    Doutora em Saúde Coletiva, Docente da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). 

  • Raquel Vilanova Araujo, UEMASUL

    Doutora em Enfermagem, Docente da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL).

  • Mayane Cristina Pereira Marques, UFMA

    Doutora em Ciências, Docente da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

  • Wellyson da Cunha Araújo Firmo, UEMASUL

    Doutor em Biodiversidade e Biotecnologia, Docente da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL).

Downloads

Publicado

2026-04-24

Como Citar

Austríaco-Teixeira, P., Lopes, F. A. M. S., Santos, L. O. dos, Andrade, Y. N. L. de, Araujo, R. V., Marques, M. C. P., & Firmo, W. da C. A. (2026). VIOLÊNCIA INTERPESSOAL E AUTOPROVOCADA EM IMPERATRIZ, MARANHÃO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(4), 1-15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25937

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Artigos Semelhantes

1-10 de 50

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.