VIOLÊNCIA INTERPESSOAL E AUTOPROVOCADA EM IMPERATRIZ, MARANHÃO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25937Palavras-chave:
Violência. Saúde Pública. Vigilância Epidemiológica.Resumo
Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico da violência interpessoal e autoprovocada no município de Imperatriz, Maranhão, no período de 2015 a 2024, bem como discutir suas implicações para a saúde pública. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no qual foram analisadas variáveis sociodemográficas das vítimas e características dos eventos, com cálculo de frequências e análise temporal. Observou-se aumento progressivo das notificações ao longo do período, com predominância de vítimas do sexo feminino, especialmente entre jovens e adultas, além de ocorrência expressiva entre crianças, adolescentes e idosos. A violência física foi a mais frequente, seguida das formas psicológica, sexual e autoprovocada, com predomínio dos episódios no ambiente domiciliar. Identificaram-se ainda incompletudes relevantes nos registros e indícios de subnotificação, sobretudo nos casos de violência autoprovocada. Conclui-se que a violência interpessoal e autoprovocada em Imperatriz se configura como um importante problema de saúde pública, associado a desigualdades sociais e vulnerabilidades estruturais, reforçando a necessidade de qualificação da vigilância epidemiológica e fortalecimento de políticas públicas intersetoriais.
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