INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO AUTOMÁTICA DE APRENDIZAGEM
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25923Palavras-chave:
Inteligência artificial. Avaliação formativa. Tecnologia educacional. Equidade educacional. Mediação docente.Resumo
A incorporação de ferramentas computacionais em contextos educacionais redefine processos avaliativos há de uma década, gerando tensões entre automatização e julgamento profissional docente. Este artigo analisa a inteligência artificial (IA) e a avaliação formativa tradicional como instrumentos de mensuração de aprendizagem, investigando suas viabilidades, limitações e implicações em escolas brasileiras. Lemos e Maissiat reconhecem que o uso de tecnologias educacionais constitui necessidade latente, agregando valores de avanços tecnológicos e incentivando o ensino e aprendizagem dos estudantes; todavia, os índices da realidade brasileira revelam discrepâncias substanciais de acesso à rede, expondo desencontros de necessidades em sentidos opostos nas escolas públicas. Mediante pesquisa bibliográfica fundamentada em Gil (2022) Frainer (2022), o estudo examina possibilidades tecno-pedagógicas e entraves éticos da automatização avaliativa. O objetivo geral consiste em analisar de modo crítico o potencial e as limitações da inteligência artificial em avaliação automática, comparando-a com práticas formativas tradicionais em contextos escolares reais. Conclui-se que a IA, sem complementação por práticas formativas reflexivas mediadas por educadores, não garante qualidade avaliativa nem equidade educacional, exigindo mediação docente permanente e funcionamento de tecnologias como auxiliares circunscritos. Portanto, implementações responsáveis demandam clareza prévia sobre finalidades educacionais, vigilância crítica sobre efeitos em populações vulneráveis, e investimento prioritário em formação docente crítica sobre tecnologias.
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