NECESSIDADES EM SAÚDE MENTAL DE COMUNIDADES TRADICIONAIS RURAIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25912Palavras-chave:
Saúde Mental. Comunidades Tradicionais. Rural. Necessidades em Saúde. Transtornos Mentais Comuns.Resumo
Objetivou-se conhecer as necessidades de saúde mental de comunidades indígenas e quilombolas rurais brasileiras. Trata-se de pesquisa mista que fez uso do SRQ-14, de questionário sociodemográfico e roteiro de entrevista semiestruturado. O percentual TMC encontrado foi de (33,7%), com maior incidência entre as mulheres (43,6%) e nas comunidades indígenas (37,6%). Dentre os principais fatores associados ao sofrimento emergiram as precárias condições de vida e de trabalho no campo, os padrões de gênero, as relações familiares, dificuldade de acesso às equipes e equipamentos de saúde e estressores psicossociais. A comunidade emerge, simultaneamente, como fonte de apoio primário e, contraditoriamente, como lugar de invisibilidade/individualização do sofrimento mental. Quanto aos cuidados ofertados, observa-se pouca adequação e sensibilidade às especificidades territoriais e culturais das comunidades, dando indícios do racismo institucional arraigado nas práticas profissionais e nos modos de organização dos serviços de saúde.
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