VARIAÇÃO DAS PROPORÇÕES DENTÁRIAS E SEU IMPACTO NA PERCEPÇÃO DA ESTÉTICA DO SORRISO REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25866Palavras-chave:
Estética dentária. Sorriso. Proporção áurea. Planejamento de dentística restauradora. Percepção visual.Resumo
Introdução: A estética do setor anterior da maxila é regida por diretrizes clássicas, como a Proporção Áurea, mas ressalta que a percepção de beleza transcende fórmulas matemáticas rígidas. O avanço das tecnologias digitais permitiu novas formas de planejamento, porém, persiste o debate sobre qual critério é mais eficaz para diferentes populações e como fatores culturais influenciam o julgamento estético. Objetivo: Identificar por meio de uma revisão de literatura o impacto das variações nas proporções dentárias na percepção estética, comparando a avaliação rigorosa de cirurgiões-dentistas com a percepção subjetiva de indivíduos leigos. Busca-se analisar como alterações de largura e altura influenciam a atratividade facial e a harmonia do conjunto dentofacial. Metodologia: Consistiu em um levantamento bibliográfico sistemático nas bases de dados SciELO, PubMed e BVS (LILACS e MEDLINE). O recorte temporal compreendeu publicações entre 2020 e 2026, utilizan do descritores específicos como "Proporção Áurea", "Estética do Sorriso" e "Proporção RED". Foram selecionados artigos de acesso aberto que abordassem modelos matemáticos e percepção visual, analisados por dois revisores independentes para garantir a confiabilidade dos dados. Resultados: demonstram que, embora a Proporção Áurea seja um referencial histórico, ela raramente é encontrada de forma pura na dentição natural. Estudos em diversas etnias sugerem que a Proporção RED (Recurrent Esthetic Dental Proportion) oferece maior flexibilidade clínica e melhor aceitação estética por respeitar a arquitetura facial individual. Notou-se uma disparidade significativa de percepção: dentistas são tecnicamente mais críticos e detectam desvios milimétricos, enquanto leigos priorizam a "naturalidade" e são mais tolerantes a pequenas variações. Discussão: O uso de ferramentas como o Digital Smile Design (DSD) mostrou-se essencial para alinhar essas expectativas divergentes, funcionando como uma ponte de comunicação entre o profissional e o paciente. Além disso, evidenciou-se que a estética não depende apenas dos dentes, mas de sua integração com a linha média e os tecidos moles faciais.m Conclusão: A harmonia do sorriso é multifatorial e não deve ser imposta por métricas universais. Conclui-se que o planejamento estético deve ser individualizado e humanizado, utilizando parâmetros técnicos como ponto de partida, mas adaptando-os às características étnicas e aos desejos subjetivos do paciente para alcançar um resultado funcional e esteticamente satisfatório.
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