ESTRATÉGIAS NO ENSINO DE LIBRAS COMO L2 PARA OUVINTES: EXPERIÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR NA AMAZÔNIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25778Palavras-chave:
Libras como L2. Sequência Didática. Ensino Superior. Cultura Amazônica. Educação Bilíngue.Resumo
Este artigo analisa o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como segunda língua (L2) para alunos ouvintes do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Oeste do Pará, localizada na Amazônia paraense. O estudo apresenta uma experiência pedagógica desenvolvida por meio da aplicação de uma Sequência Didática (SD) estruturada em dez planos de aula, articulando o ensino de Libras com elementos da cultura amazônica, como lendas, fauna, cores e narrativas regionais. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza interventiva, foi realizada durante o estágio de docência e fundamenta‑se em perspectivas comunicativas de ensino de línguas, em diálogo com autores como Gesser (2009), Martinez (2009) e Albres (2013; 2016). Os resultados indicam que a SD favoreceu a produção narrativa em Libras, ampliando o uso da língua para além da memorização mecânica de sinais isolados e promovendo deslocamentos na forma como os estudantes compreendem a surdez, a Libras e a própria Amazônia. Conclui‑se que o ensino contextualizado, aliado à valorização do território amazônico e à mediação de uma professora surda, contribui para uma formação mais inclusiva, culturalmente situada e linguisticamente significativa.
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