NATURALIZAÇÃO DO SOFRIMENTO COMO ESTRATÉGIA DEFENSIVA COLETIVA: VIVÊNCIAS DE SERVIDORES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

Autores

  • Diego Henrique Galheno Marques IFB
  • Keila Lima Sanches IFB

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25758

Palavras-chave:

Estratégias defensivas. Sofrimento no trabalho. Educação Profissional e Tecnológica. Psicodinâmica do Trabalho. Naturalização.

Resumo

Este artigo analisa a naturalização do sofrimento como estratégia defensiva coletiva entre servidores do Instituto Federal de Brasília – Campus Brasília (IFB/CBRA), compreendendo-a como um paradoxo funcional: protetora no curto prazo e patogênica no médio e longo prazo. Com abordagem metodológica mista, articula dados de questionário (n=162) e entrevistas semiestruturadas (n=10). O referencial teórico integra a Psicodinâmica do Trabalho, o Materialismo Histórico-Dialético e a crítica ao gerencialismo. Os resultados indicam que a naturalização se expressa por linguagem minimizadora, autoatribuição de responsabilidade, comparação com situações piores e mobilização da solidariedade como contenção do pedido de ajuda. Evidencia-se que tal dinâmica não impede o adoecimento, apenas retarda seu reconhecimento institucional. Conclui-se que a criação de espaços coletivos de deliberação é condição necessária para romper esse ciclo.

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Biografia do Autor

Diego Henrique Galheno Marques, IFB

Técnico em Assuntos Educacionais – IFB/Campus Brasília. Mestrando do ProfEPT – IFB.

Keila Lima Sanches, IFB

Professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT) – IFB. 

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Publicado

2026-04-14

Como Citar

Marques, D. H. G., & Sanches, K. L. (2026). NATURALIZAÇÃO DO SOFRIMENTO COMO ESTRATÉGIA DEFENSIVA COLETIVA: VIVÊNCIAS DE SERVIDORES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(4), 1–13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25758