NATURALIZAÇÃO DO SOFRIMENTO COMO ESTRATÉGIA DEFENSIVA COLETIVA: VIVÊNCIAS DE SERVIDORES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25758Palavras-chave:
Estratégias defensivas. Sofrimento no trabalho. Educação Profissional e Tecnológica. Psicodinâmica do Trabalho. Naturalização.Resumo
Este artigo analisa a naturalização do sofrimento como estratégia defensiva coletiva entre servidores do Instituto Federal de Brasília – Campus Brasília (IFB/CBRA), compreendendo-a como um paradoxo funcional: protetora no curto prazo e patogênica no médio e longo prazo. Com abordagem metodológica mista, articula dados de questionário (n=162) e entrevistas semiestruturadas (n=10). O referencial teórico integra a Psicodinâmica do Trabalho, o Materialismo Histórico-Dialético e a crítica ao gerencialismo. Os resultados indicam que a naturalização se expressa por linguagem minimizadora, autoatribuição de responsabilidade, comparação com situações piores e mobilização da solidariedade como contenção do pedido de ajuda. Evidencia-se que tal dinâmica não impede o adoecimento, apenas retarda seu reconhecimento institucional. Conclui-se que a criação de espaços coletivos de deliberação é condição necessária para romper esse ciclo.
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