NEUROMODULAÇÃO MUSICAL NA DOENÇA DE ALZHEIMER: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DOS BIOMARCADORES DE RESPOSTA E DOS PREDITORES DE EFICÁCIA CLÍNICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25729Palavras-chave:
Musicoterapia. Doença de Alzheimer. Demência.Resumo
Esse artigo buscou identificar, fatores influenciáveis a resposta de pessoas com doença de Alzheimer às intervenções musicais. Realizamos uma revisão sistemática, com pesquisas nas bases PubMed e BVS, sendo 1.546 e 190 respectivamente. Aplicamos critérios rigorosos de inclusão: últimos 5 anos, ensaios clínicos, ensaios clínicos randomizados, estudos clínicos e ensaios clínicos controlados, além da exigência de texto completo gratuito. Posteriormente, restaram 43 artigos PubMed e 23 BVS. Com a leitura dos títulos, chegou-se a 22 estudos diretamente relacionados. Os achados indicam que a música, é capaz de modificar a conectividade de redes cerebrais importantes — como a fronto-parietal, a de saliência e a modo padrão —, conforme demonstrado por estudos com ressonância magnética funcional. Marcadores fisiológicos como cortisol e alfa-amilase também são promissores para avaliar a resposta ao tratamento, embora apresentem grande variabilidade entre indivíduos. Dentre fatores que ajudam a prever melhores resultados, destacaram-se consistentemente: estágio moderado a grave da demência, a presença de agitação psicomotora, o contexto domiciliar com envolvimento de cuidadores, o formato ativo das sessões e, sobretudo, o grau de personalização da intervenção. Conclui-se que o avanço a uma musicoterapia de precisão, na doença de Alzheimer, depende da identificação cuidadosa desses fatores, permitindo intervenções direcionadas.
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