ANÁLISE DA SOBREVIDA E QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES TRANSPLANTADOS: REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25707Palavras-chave:
Transplante de órgãos. Sobrevida. Qualidade de vida. Revisão sistemática. Desfechos clínicos.Resumo
O transplante de órgãos representa uma das mais relevantes conquistas da medicina moderna, sendo considerado terapia de escolha para as fases terminais de múltiplas enfermidades. Apesar dos avanços técnicos e imunológicos, a avaliação da sobrevida e da qualidade de vida pós-transplante permanece heterogênea na literatura, carecendo de sínteses atualizadas que abranjam diferentes modalidades transplantarias. Objetivo: Analisar, por meio de revisão sistemática, as evidências disponíveis sobre sobrevida e qualidade de vida em pacientes submetidos a diferentes modalidades de transplante de órgãos e células-tronco hematopoéticas. Método: Revisão sistemática conduzida na base de dados PubMed com estratégia estruturada no modelo PICO, combinando os descritores transplant*, survival, quality of life, com filtros de período (2015–2025), texto completo e delineamento de revisão sistemática. Dos 1.735 registros identificados, 55 foram selecionados para triagem e 17 incluídos na síntese final. Resultados: Os 17 estudos incluídos abrangeram transplantes renal, hepático, pulmonar, de córnea, paratireoide, facial, de células-tronco hematopoéticas autólogo e alogênico. Foram identificados benefícios consistentes na sobrevida do enxerto e na qualidade de vida relacionada à saúde após transplante renal preemptivo, melhora funcional com programas de exercício em transplantados renais e pulmonares, e desfechos favoráveis em transplante hepático para metástases colorretais. A sarcopenia pré-transplante emergiu como fator prognóstico negativo no transplante de células-tronco hematopoéticas. Conclusão: O transplante de órgãos promove ganhos substanciais em sobrevida e qualidade de vida, com variações importantes conforme o tipo de órgão, perfil do receptor e estratégia de manejo peri-operatório. A heterogeneidade metodológica entre os estudos reforça a necessidade de padronização dos instrumentos de medição de qualidade de vida e de seguimento longitudinal prolongado.
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