HIPERCOLESTEROLEMIA COMO INDICATIVO LABORATORIAL DE HIPOTIREOIDISMO: RELATO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.25477Palavras-chave:
Endocrinopatia. Dosagens bioquímicas. Hormônios tireoidianos.Resumo
O hipotireoidismo é uma endocrinopatia frequente em cães de meia-idade, caracterizada pela diminuição da produção dos hormônios tireoidianos, responsáveis pela regulação do metabolismo e por influenciar diversos sistemas orgânicos. Entre as alterações laboratoriais, a hipercolesterolemia destaca-se como achado comum. Relata-se o caso de uma cadela Ovelheiro Gaúcho, seis anos de idade, apresentando ganho de peso sem aumento da ingestão alimentar, nódulos mamários e discreta rarefação pilosa. Os exames laboratoriais evidenciaram hipercolesterolemia persistente, elevação de alanina aminotransferase e fosfatase alcalina, densidade urinária elevada e anemia normocítica normocrômica leve. A ultrassonografia revelou hepatopatia e cistos ovarianos, sendo realizada a ovariectomia e remoção dos nódulos mamários. Apesar da ovariectomia, os sinais clínicos e a dislipidemia persistiram, com manutenção da hipercolesterolemia e surgimento de hipertrigliceridemia. Diante da suspeita de endocrinopatia, foram solicitadas dosagens hormonais, incluindo TSH, T4 total, T4 livre pós-diálise e cortisol basal, confirmando hipotireoidismo. Instituiu-se tratamento com levotiroxina sódica, com ajuste de dose conforme resposta clínica e laboratorial. Observou-se melhora clínica progressiva e normalização hormonal, destacando a hipercolesterolemia como principal indicativo laboratorial da enfermidade.
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