(RE)PENSANDO O OUTRO: DISCUSSÕES SOBRE BARBÁRIE E CIVILIZAÇÃO NA AMÉRICA LATINA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25280Palavras-chave:
Negros. Indígenas. Discurso. Racismo. Modernização.Resumo
O artigo tem por objetivo discorrer sobre a oposição entre barbárie e civilização na América Espanhola e Portuguesa, em relação aos Negros e Indígenas. Desde o descobrimento, passando pela conquista e colonização, até a formação do Estado-nação. Surge o Outro considerado como atrasado e subdesenvolvido, em contraste com o eu civilizado e moderno. Esse processo está marcado por operações discursivas racializadoras cuja busca de riqueza e a expansão do cristianismo negaram a existência do Outro como sujeito. O discurso do descobridor/colonizador é onde se realiza e constrói essa narrativa simbólica que atua no campo semântico. A busca da modernização representa a consolidação dos discursos racializadores na América Latina, em que a noção entre o civilizado/moderno e selvagem/atrasado foi tão somente no sentido de fazer passagem de um estado para outro pela imposição, cujos seus reflexos no pensamento continuam vigentes. Compreender a oposição entre barbárie e civilização no discurso do descobridor da América e como se realizam as operações discursivas racializadoras são apoiados em documentos, registros, expressões jurídicas, cartas, relatórios e crônicas da época, que revelam o tratamento racista destinado aos povos originários e, posteriormente, aos Negros. A oposição entre barbárie e civilização revela o discurso do eu em relação ao Outro e sua função no mundo extralinguístico, além de evidenciar a relação entre a linguagem e a verdade praticada pelo descobridor/colonizador. Conceitos que buscaram impor o pensamento colonizador, sua cultura como marcadores da civilização os quais permeiam a história da América Latina, bem como na construção do Estado-nação.
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