FAUNA SILVESTRE: PERSPECTIVAS DE CONSERVAÇÃO EM AMBIENTE INSTITUCIONAL

Autores

  • João de Deus das Chagas Neto IFRN
  • Maria José de Holanda Leite UFRPE
  • Glória Dominique Bento Leite IFRN
  • Lorena Fernandes Lira IFRN
  • Amanda Alves Feitosa UERJ
  • Letícia Amanda Fontes de Morais UNP

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25243

Palavras-chave:

Bioindicadores. Semiárido. Ciência Cidadã.

Resumo

A conservação da biodiversidade na Caatinga é um desafio urgente, dada a sua riqueza biológica singular e o histórico de lacunas em estudos científicos. Nesse cenário, ambientes institucionais como os campi de ensino emergem como refúgios ecológicos estratégicos, permitindo não apenas a proteção de espécies nativas em áreas sob pressão urbana, mas também a integração entre pesquisa científica e educação ambiental. Assim, esta pesquisa objetivou registrar e identificar a fauna silvestre no IFRN – Campus Pau dos Ferros/RN, utilizando observação direta e registros fotográficos para fomentar o conhecimento científico institucional. O levantamento ocorreu entre novembro e dezembro de 2025, por meio de caminhamentos sistemáticos e pontos fixos em períodos de maior atividade animal. A análise taxonômica baseou-se em literatura especializada e plataformas de ciência cidadã (WikiAves e iNaturalist). Identificou-se uma diversidade de aves, mamíferos e répteis, com destaque para a predominância de avifauna devido à sua adaptação sinantrópica. Entre os registros notáveis estão o caburé (Glaucidium brasilianum), anu-branco (Guira guira), cardeal-de-topete-vermelho (Paroaria coronata), casaca-de-couro (Pseudoseisura cristata), anambé-branco (Tityra cayana) e sabiá-do-campo (Mimus saturninus). Entre os mamíferos, destacou-se o sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) e, nos répteis, o teiú (Salvator merianae). Conclui-se que as áreas arborizadas do campus são críticas para abrigo, alimentação e reprodução da fauna local. Recomenda-se o monitoramento sazonal, a implementação de paisagismo ecológico com espécies nativas e o uso de armadilhas fotográficas para grupos de difícil detecção.

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Biografia do Autor

João de Deus das Chagas Neto, IFRN

Graduado em Geografia. Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Campus Pau dos Ferros.  

Maria José de Holanda Leite, UFRPE

Doutora em Ciências Florestais. Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Glória Dominique Bento Leite, IFRN

Cursando Técnico em Alimentos. Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Campus Pau dos Ferros.

Lorena Fernandes Lira, IFRN

Cursando Técnico em Alimentos. Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Campus Pau dos Ferros.

Amanda Alves Feitosa, UERJ

Graduação em Gestão Ambiental e Mestrado em Engenharia Ambiental. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Letícia Amanda Fontes de Morais, UNP

Medicina veterinária. Universidade Potiguar (UNP).

 

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Publicado

2026-03-23

Como Citar

Chagas Neto, J. de D. das, Leite, M. J. de H., Leite, G. D. B., Lira, L. F., Feitosa, A. A., & Morais, L. A. F. de. (2026). FAUNA SILVESTRE: PERSPECTIVAS DE CONSERVAÇÃO EM AMBIENTE INSTITUCIONAL. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(3), 1–17. https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25243