FAUNA SILVESTRE: PERSPECTIVAS DE CONSERVAÇÃO EM AMBIENTE INSTITUCIONAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25243Palavras-chave:
Bioindicadores. Semiárido. Ciência Cidadã.Resumo
A conservação da biodiversidade na Caatinga é um desafio urgente, dada a sua riqueza biológica singular e o histórico de lacunas em estudos científicos. Nesse cenário, ambientes institucionais como os campi de ensino emergem como refúgios ecológicos estratégicos, permitindo não apenas a proteção de espécies nativas em áreas sob pressão urbana, mas também a integração entre pesquisa científica e educação ambiental. Assim, esta pesquisa objetivou registrar e identificar a fauna silvestre no IFRN – Campus Pau dos Ferros/RN, utilizando observação direta e registros fotográficos para fomentar o conhecimento científico institucional. O levantamento ocorreu entre novembro e dezembro de 2025, por meio de caminhamentos sistemáticos e pontos fixos em períodos de maior atividade animal. A análise taxonômica baseou-se em literatura especializada e plataformas de ciência cidadã (WikiAves e iNaturalist). Identificou-se uma diversidade de aves, mamíferos e répteis, com destaque para a predominância de avifauna devido à sua adaptação sinantrópica. Entre os registros notáveis estão o caburé (Glaucidium brasilianum), anu-branco (Guira guira), cardeal-de-topete-vermelho (Paroaria coronata), casaca-de-couro (Pseudoseisura cristata), anambé-branco (Tityra cayana) e sabiá-do-campo (Mimus saturninus). Entre os mamíferos, destacou-se o sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) e, nos répteis, o teiú (Salvator merianae). Conclui-se que as áreas arborizadas do campus são críticas para abrigo, alimentação e reprodução da fauna local. Recomenda-se o monitoramento sazonal, a implementação de paisagismo ecológico com espécies nativas e o uso de armadilhas fotográficas para grupos de difícil detecção.
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