PÓS-FOTOGRAFIA E PÓS-HUMANO: A IMAGEM NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25096Palavras-chave:
Pós-fotografia. Inteligência Artificial. Pós-humano. Estética Algorítmica.Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão teórica acerca das transformações contemporâneas da imagem técnica a partir do conceito de pós-fotografia, articulando-o com a noção de pós-humano no contexto da inteligência artificial (IA). Parte-se do problema de que a ascensão da imagem algorítmica reconfigura os estatutos ontológicos, autorais e epistemológicos da fotografia, deslocando-a de um regime de registro indexical para um regime de produção sintética e pós-humana. A hipótese central é a de que a fotografia contemporânea deixou de ser apenas um dispositivo de registro do real para tornar-se um sistema de produção algorítmica de imagens, no qual autoria, indexicalidade e estatuto ontológico são profundamente reconfigurados. O quadro teórico mobiliza contribuições fundacionais e diálogos contemporâneos sobre imagem e fotografia e insere aprofunda o debate sobre conceitos de “imagem dialética”, “segunda técnica”, “regime estético das artes” e a noção de “partilha do sensível”. Ademais, a discussão sobre IA é aprofundada por meio do conceito “perception machine” e teóricos do pós-humanismo. Conclui-se que a pós-fotografia, potencializada pela IA, representa não apenas uma transformação tecnológica, mas uma mudança epistemológica na relação entre imagem, realidade e subjetividade, exigindo novos instrumentos críticos para a compreensão da cultura visual contemporânea.
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