OBESIDADE E SÍNDROMES HIPERTENSIVAS GESTACIONAIS NO BRASIL: DESIGUALDADES E IMPACTOS NA SAÚDE PÚBLICA – UMA REVISÃO DE ESCOPO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24821Palavras-chave:
Obesidade Gestacional. Síndromes Hipertensivas. Saúde Pública.Resumo
Este artigo buscou mapear as evidências científicas acerca da correlação entre a obesidade gestacional e o desenvolvimento de complicações hipertensivas no contexto brasileiro, identificando riscos e impactos à saúde pública. Metodologicamente, realizou-se uma revisão de escopo baseada nas diretrizes do Joanna Briggs Institute e no protocolo PRISMA-ScR, com buscas operadas em cinco bases de dados no recorte temporal entre 2014 e 2024. Após o processo de triagem, foram selecionados 15 estudos nacionais elegíveis. Os resultados demonstram que a obesidade eleva em até 2,8 vezes a probabilidade de desenvolvimento de pré-eclâmpsia, associando-se diretamente a desfechos como altas taxas de cesarianas, prematuridade e admissões em UTI neonatal. Observou-se uma concentração de pesquisas nas regiões Sudeste e Sul, o que evidencia disparidades regionais e sociais estruturais atravessadas por marcadores de raça e classe. Conclui-se que o excesso de peso materno atua como um fator de risco independente, demandando a integração imediata entre o manejo nutricional e a assistência obstétrica no âmbito do SUS. Reitera-se a necessidade de protocolos padronizados e investimentos em estudos longitudinais em áreas sub-representadas para reduzir a morbimortalidade materna no cenário nacional, em consonância com as diretrizes da Rede Alyne.
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