MORBIDADE, MORTALIDADE E ESTRATÉGIAS DE SAÚDE NA GUERRA DO PARAGUAI: UMA ANÁLISE HISTÓRICA (1864-1870)

Autores

  • Thiago D' Alvia
  • Eny Barros Chagas Tripodo
  • Eduardo Chagas Tripodo

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.24818

Palavras-chave:

Guerras e conflitos armados. Paraguai. Estratégias de Saúde.

Resumo

Esse artigo buscou discutir a Guerra do Paraguai (1864-1870), identificando as causas primárias de sua elevada morbimortalidade e as estratégias de saúde empregadas, modulando o desfecho do conflito e revelando a importância da saúde mesmo em um contexto majoritariamente bélico. Utilizou-se a revisão integrativa, com critérios de inclusão de artigos nos idiomas português inglês e espanhol disponibilizados nas bases CAPES, JSTOR, LILACS, MEDLINE, PUBMED, SciELO e SCOPUS entre 1864 e 2024. Foram excluídos artigos disponibilizados somente em resumo e em duplicidade. Os descritores utilizados foram: “guerra”, “Paraguai”, “medicina”, “América do Sul”, ”Brasil”, ”morbidade”, “mortalidade”, “lesões relacionadas à guerra”, ‘ferimentos e lesões, “doenças”, “registros médicos” e “varíola” com os operadores AND e OR. Vinte e nove artigos foram escolhidos para análise aprofundada. As doenças infecciosas, notadamente cólera, varíola e malária, foram a causa predominante de morte, superando os ferimentos de combate, impulsionado por saneamento precário e falhas logísticas. Conclui-se que a alta mortalidade por doenças revela uma falha crítica no planejamento estratégico de guerra, além de limitações de conhecimento médico do século XIX e estratégias de saúde reativas. O conflito serve como uma dura lição sobre a importância estratégica da saúde pública em operações de confrontos armados.

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Biografia do Autor

  • Thiago D' Alvia

    Pesquisador Independente. Médico especialista em Clínica Médica pela Irmandade da Santa Casa de São Paulo/Associação Médica Brasileira. Médico especialista em Medicina de Emergência pela Associação Médica Brasileira. Discente em História e Ciências Políticas pela Universidade de Franca. Discente em Letras e Ciências Sociais pela Universidade Estácio de Sá. Discente em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília. 

  • Eny Barros Chagas Tripodo

    Pesquisadora independente. Pós-graduanda em Acreditação e Gestão de Qualidade pelo Instituto Líbano. 

  • Eduardo Chagas Tripodo

    Discente no Curso de Medicina da Universidade Santo Amaro. 

     

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Publicado

2026-04-10

Como Citar

D' Alvia, T., Tripodo, E. B. C., & Tripodo, E. C. (2026). MORBIDADE, MORTALIDADE E ESTRATÉGIAS DE SAÚDE NA GUERRA DO PARAGUAI: UMA ANÁLISE HISTÓRICA (1864-1870). Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(4), 1-15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.24818