SUICÍDIO POR INTOXICAÇÃO EXÓGENA EM POPULAÇÕES QUILOMBOLAS E INDÍGENAS NO BRASIL: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA A PARTIR DO SIM E TABNET (2008-2018)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24723Palavras-chave:
Suicídio. Intoxicação exógena. Populações indígenas. Comunidades quilombolas. Atenção primária à saúde.Resumo
Este estudo analisou indicadores de mortalidade por suicídio mediante comportamento de intoxicação exógena em municípios com presença de comunidades quilombolas, indígenas e assentamentos rurais no Brasil, no período de 2008 a 2018. Trata-se de estudo epidemiológico descritivo, de delineamento ecológico, com dados secundários extraídos do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e da plataforma TABNET/DATASUS, a partir das categorias CID-10 Y10–Y19 e Y87, abrangendo 3.194 municípios. A média nacional da taxa de suicídio por intoxicação exógena foi de 3,41 por 100 mil habitantes. As maiores taxas médias foram registradas nas Regiões Sudeste (4,29) e Centro-Oeste (4,27), e a menor na Região Norte (2,42). Na análise por grupo do Coeficiente de Iniquidade Regional (CIR), o Grupo 2, de médio a alto desenvolvimento socioeconômico e baixa oferta de serviços, apresentou a maior taxa média (3,88). Os resultados evidenciam padrões epidemiológicos próprios nessas populações, demandando estratégias de saúde culturalmente orientadas. A extinção do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) em 2020 aprofunda essa vulnerabilidade estrutural.
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