CETOACIDOSE DIABÉTICA COM ACIDEMIA EXTREMA EM PRÉ-ESCOLAR COM DIABETES MELLITUS TIPO 1: RELATO DE CASO E DESAFIOS NO MANEJO METABÓLICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24682Palavras-chave:
Cetoacidose diabética. Diabetes mellitus tipo 1. Acidose metabólica. Pediatria. Insulina.Resumo
Objetivo: Relatar um caso raro de cetoacidose diabética (CAD) grave com acidemia extrema em pré-escolar portador de diabetes mellitus tipo 1 (DM1), destacando os desafios metabólicos, eletrolíticos e assistenciais envolvidos no manejo.Descrição do caso: Menino de 4 anos e 11 meses, portador de DM1 desde o primeiro ano de vida, com histórico de acompanhamento irregular e múltiplas internações prévias por descompensação metabólica, foi admitido com sonolência, dor abdominal, vômitos e taquipneia. A gasometria venosa inicial evidenciou pH de 6,74 e bicarbonato de 1,7 mEq/L, associada a glicemia de 800 mg/dL e cetonúria positiva (+++), caracterizando CAD grave com acidemia extrema. Foram instituídas expansão volêmica com solução isotônica, infusão contínua de insulina, reposição eletrolítica intensiva e administração de bicarbonato de sódio na admissão. O paciente evoluiu com instabilidade metabólica nas primeiras 48 horas, hipocalemia significativa e oscilações glicêmicas importantes, sem sinais clínicos ou radiológicos de edema cerebral. Houve normalização progressiva da acidose, com pH final de 7,44 e bicarbonato de 27,8 mEq/L, seguida de transição para esquema subcutâneo de insulina. Comentários: Acidemia com pH inferior a 6,8 é rara na infância e associa-se a elevado risco de complicações neurológicas e cardiovasculares. O caso ilustra a complexidade do manejo da CAD grave, especialmente no contexto de adesão terapêutica inadequada, ressaltando a importância da hidratação venosa adequada e de abordagem multidisciplinar para prevenção de recorrências.
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