ORDEM MORAL, VIRTUDE E AUTORIDADE: CONTRIBUIÇÕES DO ESTOICISMO E DO CATOLICISMO PARA A FORMAÇÃO ÉTICA DO OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24482Palavras-chave:
Estoicismo. Catolicismo. Formação do Oficial.Resumo
A atividade do oficial da Polícia Militar exige elevado grau de maturidade ética, equilíbrio emocional e capacidade de exercer a autoridade de forma legítima em contextos marcados por risco, conflito e pressão social. Estudos contemporâneos sobre formação policial demonstram que o exercício do poder coercitivo estatal demanda preparação que ultrapasse o domínio técnico-operacional, exigindo formação moral sólida e alinhada aos princípios dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana (AGUIAR, 2025). Portanto a formação policial não restringir-se-á à instrução normativa ou ao treinamento operacional, mas o desenvolvimento do caráter e a interiorização de virtudes morais. Conforme Lewis (2014) e MacIntyre (2001), a fragmentação contemporânea dos referenciais éticos compromete a legitimidade da autoridade pública, tornando indispensável o resgate de tradições morais estruturantes da civilização ocidental. O presente artigo analisa as convergências éticas e formativas entre o estoicismo e o catolicismo, a partir da filosofia antiga, da tradição patrística e da construção histórica da ordem moral do Ocidente. A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, articula autores clássicos do estoicismo, Padres da Igreja e pensadores contemporâneos como C. S. Lewis, Alasdair MacIntyre e Pierre Hadot, relacionando esses referenciais aos valores institucionais da Polícia Militar do Amazonas.
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