A UTILIZAÇÃO DE ALGORITMOS DE PREDIÇÃO CRIMINAL (PREDICTIVE POLICING) NO ÂMBITO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO AMAZONAS: UMA ANÁLISE DA CONFORMIDADE COM A PROTEÇÃO DE DADOS E O PRINCÍPIO DA NÃO-DISCRIMINAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.24360Palavras-chave:
Policiamento Preditivo. Lei Geral de Proteção de Dados. Polícia Militar do Estado do AM.Não-discriminação. Ministério Público.Resumo
O presente artigo analisa o processo de tomada de decisão administrativa da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) mediado por sistemas de inteligência artificial. O objeto central é a natureza jurídica do algoritmo policial como ato administrativo automatizado e sua conformidade com o ordenamento jurídico. O objetivo geral avalia a tensão entre a eficiência na alocação de recursos e a proteção de dados pessoais sensíveis, buscando identificar requisitos para que o policiamento preditivo não viole garantias constitucionais. A metodologia adota uma abordagem qualitativa e explicativa, utilizando os métodos dedutivo, bibliográfico e documental, além da análise de discurso. Os resultados indicam que a opacidade algorítmica e o uso de dados históricos viciados podem perpetuar a seletividade penal e o racismo estrutural. Conclui-se que a compatibilização tecnológica exige a adoção de um compliance algorítmico, garantindo a auditabilidade pelo Ministério Público e o direito à explicação humana. Tais balizas são fundamentais para assegurar que a inovação na segurança pública amazônida resulte em eficácia sem comprometer a dignidade e a liberdade do cidadão.
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