“ELE ERA UM HOMEM TRANQUILO E DE BOA APARÊNCIA”: O FEMINICÍDIO COMO FERIDA DO ESTADO DE DIREITO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24315Palavras-chave:
Feminicídio. Violência de gênero. René Girard. Judith Butler.Resumo
Esse artigo buscou analisar o feminicídio como expressão extrema da violência de gênero no Brasil, articulando dimensões simbólicas, ético-políticas e jurídicas. Inspirado em René Girard, interpreta o crime como atualização moderna do mecanismo sacrificial, em que o corpo feminino funciona como bode expiatório da ordem patriarcal. Com base em Judith Butler, evidencia que os enquadramentos sociais distribuem desigualmente a vulnerabilidade e o luto, tornando certas vidas — sobretudo negras, indígenas e periféricas — precárias e invisíveis. No campo jurídico, reconhece avanços legais, mas critica o punitivismo que amplia o encarceramento sem transformar desigualdades. Sustenta que a integração entre prevenção, cuidado e responsabilização — deslocando o foco do sacrifício para a dignidade — é condição para converter a justiça penal em justiça social.
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