SEGURANÇA DE GRANDES EVENTOS EM CENÁRIOS ASSIMÉTRICOS: A AMEAÇA DOS IEDS E O DESAFIO LOGÍSTICO DO TEATRO DE OPERAÇÕES AMAZÔNICO NA COP30
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24291Palavras-chave:
Terrorismo. Explosivos. Segurança Pública. COP30. Amazônia. Primeira Intervenção.Resumo
O presente artigo investiga a evolução da ameaça explosiva no terrorismo moderno e seus reflexos para a segurança de grandes eventos no Brasil. Tomando o atentado de Munique (1972) como marco de ruptura nos paradigmas de proteção, o estudo utiliza o método de revisão bibliográfica e documental para analisar a realidade brasileira diante da Conferência das Partes (COP30), sediada no Pará. Contrariando a percepção de ausência de ameaças, dados da Global Terrorism Database (GTD) são apresentados para demonstrar a materialidade do fenômeno terrorista no país. A pesquisa evidencia, ainda, a migração da criminalidade violenta para o uso de artefatos explosivos na região Norte, utilizando como estudo de caso dados empíricos do Estado do Amazonas, que apresentou índices de incidentes superiores à média de outras regiões entre 2013 e 2017, ilustrando a complexidade do Teatro de Operações Amazônico. A análise expande-se para a cinemática do trauma em explosões e avalia criticamente a Lei Antiterrorismo (Lei nº 13.260/2016). Por fim, propõe-se uma arquitetura de segurança para a COP30 que integre protocolos rigorosos de Primeira Intervenção e estratégias de sustentabilidade logística, visto que diagnósticos recentes apontam que 96% das unidades antibombas estaduais carecem de contratos de manutenção. O estudo conclui que o legado do evento depende da consolidação de uma doutrina que una inteligência, tática e gestão de ativos.
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