SEGURANÇA DE GRANDES EVENTOS EM CENÁRIOS ASSIMÉTRICOS: A AMEAÇA DOS IEDS E O DESAFIO LOGÍSTICO DO TEATRO DE OPERAÇÕES AMAZÔNICO NA COP30

Autores

  • Marcello Phillipe Aguiar Martins Universidade do Estado do Amazonas
  • Luan Rafael Andrade de Souza Polícia Militar do Amazonas
  • Eduardo Freire da Costa Universidade do Estado do Amazonas
  • Paulo Victor Andrade Sales Universidade do Estado do Amazonas

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24291

Palavras-chave:

Terrorismo. Explosivos. Segurança Pública. COP30. Amazônia. Primeira Intervenção.

Resumo

O presente artigo investiga a evolução da ameaça explosiva no terrorismo moderno e seus reflexos para a segurança de grandes eventos no Brasil. Tomando o atentado de Munique (1972) como marco de ruptura nos paradigmas de proteção, o estudo utiliza o método de revisão bibliográfica e documental para analisar a realidade brasileira diante da Conferência das Partes (COP30), sediada no Pará. Contrariando a percepção de ausência de ameaças, dados da Global Terrorism Database (GTD) são apresentados para demonstrar a materialidade do fenômeno terrorista no país. A pesquisa evidencia, ainda, a migração da criminalidade violenta para o uso de artefatos explosivos na região Norte, utilizando como estudo de caso dados empíricos do Estado do Amazonas, que apresentou índices de incidentes superiores à média de outras regiões entre 2013 e 2017, ilustrando a complexidade do Teatro de Operações Amazônico. A análise expande-se para a cinemática do trauma em explosões e avalia criticamente a Lei Antiterrorismo (Lei nº 13.260/2016). Por fim, propõe-se uma arquitetura de segurança para a COP30 que integre protocolos rigorosos de Primeira Intervenção e estratégias de sustentabilidade logística, visto que diagnósticos recentes apontam que 96% das unidades antibombas estaduais carecem de contratos de manutenção. O estudo conclui que o legado do evento depende da consolidação de uma doutrina que una inteligência, tática e gestão de ativos.

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Biografia do Autor

Marcello Phillipe Aguiar Martins, Universidade do Estado do Amazonas

Bacharelando em Segurança Pública e do Cidadão pela Universidade do Estado do Amazonas. Cadete da Polícia Militar do Amazonas. Bacharel em Direito pela Universidade do Norte - UNINORTE. Mestrado em Direito Ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas. UEA. 

Luan Rafael Andrade de Souza, Polícia Militar do Amazonas

Bacharelando em Segurança Pública e do Cidadão pela Universidade do Estado do Amazonas. Cadete da Polícia Militar do Amazonas. Bacharel em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas - CIESA. Pós-graduado em Segurança Pública pela Faculdade Focus.

Eduardo Freire da Costa, Universidade do Estado do Amazonas

Bacharelando em Segurança Pública e do Cidadão pela Universidade do Estado do Amazonas. Cadete da Polícia Militar do Amazonas. Bacharel em Direito pela Universidade do Luterana do Brasil. Pós-graduado em Direito Militar pelo Gran Cursos. 

Paulo Victor Andrade Sales, Universidade do Estado do Amazonas

Mestrando em Segurança Pública pela Universidade do Estado do Amazonas. 

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Publicado

2026-02-27

Como Citar

Martins, M. P. A., Souza, L. R. A. de, Costa, E. F. da, & Sales, P. V. A. (2026). SEGURANÇA DE GRANDES EVENTOS EM CENÁRIOS ASSIMÉTRICOS: A AMEAÇA DOS IEDS E O DESAFIO LOGÍSTICO DO TEATRO DE OPERAÇÕES AMAZÔNICO NA COP30. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(2), 1–16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24291