BRINCADEIRAS INDÍGENAS COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA: SABERES DOS POVOS ORIGINÁRIOS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24223Palavras-chave:
Educação intercultural. Povos indígenas. Brincadeiras tradicionais. Ensino-aprendizagem. Educação profissional.Resumo
A valorização dos saberes dos povos originários constitui um desafio permanente para a educação brasileira, especialmente diante da persistente invisibilização das culturas indígenas no currículo escolar, apesar dos avanços legais, como a Lei nº 11.645/2008. Nesse contexto, este artigo tem como objetivo analisar uma experiência pedagógica desenvolvida com estudantes do segundo ano do curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas, que buscou promover o conhecimento, a valorização e a vivência das brincadeiras tradicionais indígenas como prática pedagógica intercultural. A metodologia adotada fundamentou-se na Aprendizagem Baseada em Problemas, envolvendo pesquisa, reconstrução e vivência de brincadeiras indígenas a partir de materiais acessíveis e reutilizáveis. Os estudantes investigaram a origem das brincadeiras, os povos indígenas aos quais pertencem, suas regiões e idiomas, culminando em apresentações práticas e momentos de interação coletiva. Os resultados evidenciaram ampliação do repertório cultural dos alunos, desconstrução de estereótipos sobre os povos indígenas, fortalecimento do protagonismo estudantil e desenvolvimento de competências cognitivas, socioemocionais e colaborativas. Além disso, a proposta contribuiu para a articulação entre formação técnica e dimensão humana, cultural e social da educação. Conclui-se que o trabalho com brincadeiras indígenas se configura como uma prática pedagógica potente para a descolonização do currículo, a efetivação da legislação educacional vigente e a construção de uma aprendizagem significativa, crítica e comprometida com a valorização da diversidade étnico-cultural brasileira.
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