ECONOMIA AZUL E SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO: EFICIÊNCIA HÍDRICA, PEGADA HÍDRICA E RASTREABILIDADE NAS CADEIAS DE PRODUTOS DO MAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24131Palavras-chave:
Economia Azul. Gestão da Qualidade. ISO 14046. ISO 46001. Rastreabilidade.Resumo
A Economia Azul vem assumindo papel estratégico nas agendas globais de desenvolvimento sustentável, ao articular crescimento econômico, segurança alimentar e conservação dos ecossistemas aquáticos. Contudo, sua efetividade depende da adoção de sistemas de gestão capazes de integrar qualidade, uso racional da água e rastreabilidade ao longo das cadeias produtivas de pescados e algas. Neste contexto, o presente estudo realiza uma revisão bibliográfica com abordagem narrativa e elementos sistemáticos, com o objetivo de analisar e integrar evidências normativas, setoriais e científicas relacionadas à gestão da qualidade, eficiência hídrica, pegada hídrica e rastreabilidade na Economia Azul. A pesquisa abrangeu normas internacionais (ISO 9001, ISO 22000, ISO 14001, ISO 14046 e ISO 46001), relatórios institucionais de organismos como FAO e Comissão Europeia, bem como artigos científicos indexados nas bases Scopus e Web of Science, com foco em aquicultura, processamento de produtos do mar e cadeias de valor associadas. Os resultados indicam que a integração entre indicadores operacionais de desempenho hídrico — como consumo específico (m³/t), taxas de reuso, perdas por purga e parâmetros de efluentes (DQO e DBO₅) — e indicadores de impacto ambiental, especialmente o water scarcity footprint (WSF) baseado no método AWARE, fortalece a conformidade regulatória, a eficiência produtiva e a transparência socioambiental. Adicionalmente, a rastreabilidade digital, apoiada em padrões interoperáveis como o Global Dialogue on Seafood Traceability (GDST), emerge como elemento estruturante para a governança de dados, a confiança do consumidor e o acesso a mercados mais exigentes. Apesar dos avanços, persistem desafios relevantes, incluindo a padronização de dados, os custos de instrumentação e monitoramento, a capacitação técnica e a integração entre sistemas digitais e de gestão. Conclui-se que a Economia Azul somente se consolida como modelo sustentável quando sustentada por sistemas de gestão auditáveis, métricas comparáveis de eficiência e impacto hídrico e mecanismos robustos de rastreabilidade e governança da informação. O estudo contribui ao oferecer uma síntese integradora que subsidia gestores, pesquisadores e formuladores de políticas na implementação prática de estratégias alinhadas à sustentabilidade, competitividade e transparência nas cadeias produtivas do mar.
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