FORMAÇÃO EM SAÚDE PARA O CUIDADO DE POPULAÇÕES VULNERÁVEIS

Autores

  • Letícia Marcinichen Pozzobon Pontifícia Universidade Católica do Paraná image/svg+xml
  • Lucas Mazzo Ricca Pontifícia Universidade Católica do Paraná image/svg+xml
  • Lucas Segaspini Felber Pontifícia Universidade Católica do Paraná image/svg+xml
  • Leonardo Ivantes Mesa Pontifícia Universidade Católica do Paraná image/svg+xml
  • Thiago Lemes Augusto Pontifícia Universidade Católica do Paraná image/svg+xml
  • Matheus Leitão Teixeira de Freitas Pontifícia Universidade Católica do Paraná image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24100

Palavras-chave:

População transgênero. Formação em saúde. Vulnerabilidade. Acesso à saúde. Saúde pública.

Resumo

Introdução: A população transgênero enfrenta múltiplas barreiras no acesso aos serviços de saúde no Brasil, que envolvem não apenas questões estruturais, mas também aspectos simbólicos e relacionais. A formação em saúde, ainda centrada em uma lógica cisnormativa, revela-se insuficiente para atender às especificidades dessa população, contribuindo para o agravamento de vulnerabilidades. Objetivos: O objetivo desse estudo é identificar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as barreiras na formação em saúde para cuidar de pessoas transgênero no Brasil. Materiais e Métodos: A pesquisa foi conduzida com base na metodologia de revisão integrativa, conforme orientações de Whittemore e Knafl (2005) e Souza, Silva e Carvalho (2010). Foram utilizados descritores extraídos do DeCS/MeSH e aplicados na base de dados BVS, resultando inicialmente em 107 artigos. Após processo de
triagem e aplicação de critérios de inclusão e exclusão, 25 artigos compuseram a amostra final. A análise dos dados seguiu os marcos conceituais das vulnerabilidades individual, social e programática. Resultados: Os achados indicaram a predominância de vulnerabilidades programáticas, sobretudo no que diz respeito à qualificação dos profissionais, acesso e qualidade dos serviços, e ausência de políticas específicas. Vulnerabilidades sociais como estigma, discriminação e violação de direitos também se mostraram recorrentes. No campo individual, destacou-se a escassez de suporte familiar, sofrimento psicoemocional e desconhecimento sobre os próprios direitos em saúde. Conclusão: As barreiras no acesso à saúde para pessoas transgênero não se limitam à estrutura dos serviços, mas envolvem a formação dos profissionais, o compromisso político institucional e a presença de estigmas sociais. É fundamental repensar a formação em saúde, promover políticas públicas intersetoriais e fomentar ações afirmativas que assegurem a equidade e os direitos dessa população.

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Biografia do Autor

  • Letícia Marcinichen Pozzobon, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

    Graduando do curso de Medina na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, campus Curitiba.

  • Lucas Mazzo Ricca, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

    Graduando do curso de Medina na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, campus Curitiba.

  • Lucas Segaspini Felber, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

    Graduando do curso de Medina na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, campus Curitiba.

  • Leonardo Ivantes Mesa, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

    Graduando do curso de Medina na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, campus Curitiba.

  • Thiago Lemes Augusto, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

    Graduando do curso de Medina na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, campus Curitiba.

  • Matheus Leitão Teixeira de Freitas, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

    Graduando do curso de Medina na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, campus Curitiba.

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Publicado

2026-02-06

Como Citar

Pozzobon, L. M., Ricca, L. M., Felber, L. S., Mesa, L. I., Augusto, T. L., & Freitas, M. L. T. de. (2026). FORMAÇÃO EM SAÚDE PARA O CUIDADO DE POPULAÇÕES VULNERÁVEIS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(2), 1-15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24100

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