AGENTES ANTIBIOFILME NO COMBATE ÀS INFECÇÕES PERSISTENTES, UMA REVISÃO NARRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23999Palavras-chave:
Biofilme. Erradicação de biofilme. Resistência antimicrobiana. Agentes antibiofilme. Infecções persistentes.Resumo
A formação de biofilmes microbianos constitui um dos principais desafios contemporâneos no manejo de infecções persistentes e associadas à assistência à saúde, estando diretamente relacionada ao aumento da resistência aos antimicrobianos, à recorrência de infecções e às falhas terapêuticas observadas na prática clínica. Biofilmes são comunidades microbianas altamente organizadas, aderidas a superfícies bióticas ou abióticas e envoltas por uma matriz extracelular polimérica complexa, que confere proteção física e funcional contra agentes antimicrobianos e a resposta imune do hospedeiro. Essa organização estrutural favorece a sobrevivência microbiana em ambientes hostis e contribui significativamente para a cronicidade das infecções. Como consequência, tratamentos baseados exclusivamente em antibióticos frequentemente requerem doses elevadas e regimes prolongados, aumentando o risco de toxicidade sistêmica e de seleção de cepas multirresistentes. Diante dessas limitações, diversas estratégias têm sido investigadas com o objetivo de prevenir a formação, promover a dispersão ou possibilitar a erradicação de biofilmes maduros. Esta revisão narrativa discute de forma crítica e integrada os principais agentes utilizados no combate a biofilmes microbianos, incluindo antibióticos convencionais, antissépticos e desinfetantes, agentes quelantes e disruptores da matriz extracelular, compostos naturais, peptídeos antimicrobianos, enzimas degradadoras da matriz e abordagens baseadas em nanotecnologia. São abordados os mecanismos de ação desses agentes, suas vantagens, limitações e o potencial sinérgico quando empregados em terapias combinadas.
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