DOR ABDOMINAL E ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: ASPECTOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE APENDICITE AGUDA E CETOACIDOSE DIABÉTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.23982Palavras-chave:
Apendicite Aguda. Cetoacidose Diabética. Diagnóstico Diferencial. Hematologia. Medicina de Emergência.Resumo
Objetivo: Analisar os critérios clínicos, hematológicos e bioquímicos que fundamentam o diagnóstico diferencial entre apendicite aguda e cetoacidose diabética (CAD) em unidades de urgência. Metodologia: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Scopus, abrangendo o período de 2020 a 2026. A amostra final consistiu em 50 referências, incluindo diretrizes da WSES, ADA e SBD. Resultados: A dor na apendicite aguda é migratória e associada a sinais de irritação peritoneal (70% dos casos), enquanto na CAD é difusa e correlaciona-se com acidose grave (bicarbonato < 15 mEq/L). Ambos apresentam leucocitose, contudo, na CAD, ela é transitória e decorrente do estresse agudo, enquanto na apendicite a neutrofilia é persistente e acompanhada de PCR elevada. A estabilização metabólica com insulina e hidratação resolve o "pseudoabdome agudo" da CAD em até 12 horas; a persistência da dor após este período indica patologia cirúrgica. O atraso diagnóstico no paciente diabético eleva o risco de perfuração apendicular para 35%. Conclusão: O diagnóstico diferencial seguro exige a interpretação da semiologia clássica à luz do equilíbrio ácido-básico (anion gap e pH). A estabilização do meio interno deve preceder a intervenção cirúrgica para evitar colapso cardiovascular, garantindo uma assistência baseada na precisão diagnóstica e na redução de laparotomias negativas.
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