IMPACTO DAS INTERVENÇÕES PRECOCES NO PROGNÓSTICO DA ESQUIZOFRENIA: REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.23659Palavras-chave:
Intervenção precoce na psicose. Prognóstico da esquizofrenia. Resultados a longo prazo. Primeiro episódio psicótico e intervenções psicossociais.Resumo
Introdução: A esquizofrenia, doença mental grave associada a prejuízos funcionais e sociais, tem seu prognóstico significativamente influenciado pelo tempo de intervenção terapêutica. Estudos recentes destacaram que abordagens precoces, implementadas durante o primeiro episódio psicótico (FEP), estão correlacionadas com menores taxas de recaída, redução de sintomas negativos e melhoria na reintegração social. Programas especializados, como Early Psychosis Programs, combinam farmacoterapia, psicoterapia e suporte familiar, mas persistem lacunas na compreensão de seu impacto em escalas de tempo prolongadas, especialmente em populações com acesso limitado a serviços de saúde. Objetivo: Analisar, por meio de uma revisão sistemática, o impacto de intervenções precoces no prognóstico de pacientes com esquizofrenia, considerando desfechos clínicos, funcionais e sociais em estudos de longo prazo. Metodologia: A revisão seguiu o checklist PRISMA, utilizando as bases PubMed, SciELO e Web of Science, com artigos publicados nos últimos 10 anos. Os descritores foram: "early intervention in psychosis", "schizophrenia prognosis", "long-term outcomes", "first episode psychosis" e "psychosocial interventions". Foram incluídos estudos longitudinais (seguimento ≥5 anos), ensaios clínicos randomizados e coortes prospectivas que avaliaram intervenções precoces. Excluíram-se estudos de caso, revisões narrativas e artigos sem avaliação quantitativa de desfechos. A qualidade metodológica foi avaliada por ferramentas como a escala Newcastle-Ottawa. Resultados: Dos 1.237 estudos identificados, 15 atenderam aos critérios. Programas de intervenção precoce associaram-se a redução de 40% nas hospitalizações e melhoria de 30% na funcionalidade cognitiva após 10 anos. Modelos multidisciplinares, como terapia cognitivo-comportamental combinada a antipsicóticos, demonstraram maior eficácia na prevenção de recaídas comparados ao tratamento usual. Estudos em países de média renda destacaram barreiras estruturais, como falta de acesso a medicamentos de segunda geração, limitando a sustentabilidade das intervenções. Conclusão: Intervenções precoces mostraram-se determinantes para melhorar desfechos de longo prazo na esquizofrenia, com evidências robustas sobre redução de incapacidade e custos hospitalares. Contudo, a implementação efetiva requer adaptações culturais e investimentos em saúde pública, especialmente em regiões com recursos limitados. A integração de abordagens biopsicossociais emerge como estratégia prioritária para otimizar o prognóstico dessa população.
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