TERAPÊUTICA COM CANABINOIDES NA ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA: ALVOS FARMACOLÓGICOS E LIMITES DE ACESSO NO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23630Palavras-chave:
Esclerose Lateral Amiotrófica. Canabinoides. Neuroproteção. Sistema Único de Saúde. Acesso a Medicamentos.Resumo
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma patologia neurodegenerativa fatal caracterizada pela perda progressiva de neurônios motores. Devido à eficácia limitada das terapias convencionais, o sistema endocanabinoide surge como um alvo farmacológico estratégico. Este estudo teve como objetivo analisar os mecanismos de neuroproteção dos canabinoides na ELA e investigar as barreiras de acesso no Sistema Único de Saúde (SUS). Para tanto, realizou-se uma revisão integrativa da literatura com busca nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, ScienceDirect e SciELO, selecionando 35 referências publicadas entre 2020 e 2025. Os resultados demonstram que a ativação dos receptores CB1, CB2 e PPAR-gama promove a redução da excitotoxicidade glutamatérgica e a modulação da neuroinflamação, enquanto a proporção 1:1 de CBD/THC apresenta eficácia no controle da espasticidade, dor e sialorreia. Na discussão, observou-se que, apesar das evidências clínicas, a incorporação no SUS enfrenta obstáculos como a ausência de Protocolos Clínicos específicos, o alto custo de importação e a dependência da judicialização, o que fere o princípio da equidade assistencial. Conclui-se que os canabinoides possuem alto potencial como terapia adjuvante na ELA, todavia, sua democratização no Brasil requer políticas públicas que integrem esses produtos à RENAME e promovam a produção nacional regulamentada para garantir o acesso universal e seguro.
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